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Tenista ucraniana se opõe ao retorno de Belarus com bandeira: “Doloroso”


A tenista ucraniana Elina Svitolina afirmou que foi doloroso ver o COI (Comitê Olímpico Internacional) abrir caminho para o retorno de atletas belarussos ao cenário esportivo mundial sob sua própria bandeira, enquanto a guerra da Rússia contra a Ucrânia continua em andamento.

O COI havia recomendado, desde 2022, que atletas russos e belarussos fossem banidos de competições após a invasão russa ao território ucraniano. Belarus foi utilizada como base de apoio para a ofensiva militar.

No entanto, o COI anunciou na semana passada que deixou de recomendar restrições à participação de atletas e equipes de Belarus em competições organizadas por federações internacionais e entidades esportivas globais.

Svitolina, que mantém o boicote ao tradicional aperto de mãos após partidas contra adversárias russas e belarussas, afirmou que a decisão é difícil de aceitar diante da continuidade do conflito.

Foguetes ainda estão sendo lançados contra a Ucrânia. Esses dois países ainda são considerados agressores”, declarou a tenista durante entrevista coletiva no Italian Open, em Roma, no domingo (10).

“Para nós, é muito triste e muito doloroso ver isso sequer sendo considerado, ver que estão discutindo isso. É um tema muito pesado. Tenho muito a dizer. Acho que agora não é o melhor momento. Definitivamente não apoio essas conversas”, acrescentou.

Embora sigam proibidos de disputar competições por equipes, atletas russos e belarussos do tênis continuam participando normalmente dos circuitos profissionais como neutros, sem bandeiras nacionais ou execução de hinos.

A Federação Internacional de Tênis (ITF) informou na sexta-feira que o anúncio do COI não altera sua posição sobre as suspensões das federações de tênis da Rússia e de Belarus.

Ainda assim, o status de filiação de Belarus será analisado na assembleia geral anual da entidade, marcada para outubro, por meio de votação entre os países-membros.

Número 1 do mundo, a belarussa Aryna Sabalenka afirmou na semana passada esperar que as entidades que comandam o tênis “devolvam nossa bandeira”.



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