Temporais registrados em outubro deixaram estragos em três municípios de Mato Grosso e mobilizaram a Defesa Civil Estadual para prestar assistência às famílias atingidas. Colíder, Gaúcha do Norte e Rosário Oeste registraram quedas de árvores e destelhamentos, enquanto os acumulados de chuva superaram os 75 milímetros previstos para todo o mês pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Para reduzir os impactos imediatos nas residências danificadas, a Defesa Civil Estadual organizou o envio emergencial de materiais de assistência humanitária. A distribuição considera os prejuízos identificados pelas equipes das prefeituras e as necessidades relatadas em cada localidade.
Entre os itens encaminhados estão telhas e lonas para proteger casas que perderam parte da cobertura, colchões para famílias que tiveram pertences comprometidos por infiltrações e alagamentos, além de caixas d’água para imóveis com estruturas danificadas que afetaram o abastecimento.
Os volumes registrados durante os temporais ajudam a dimensionar a intensidade das chuvas. Conforme dados do sistema IMERG, gerenciado pela NASA, Gaúcha do Norte acumulou 115 milímetros, Rosário Oeste chegou a 110 milímetros e Colíder registrou 90 milímetros.
O Inmet previa 75 milímetros de precipitação para o mês inteiro, segundo as informações divulgadas sobre as ocorrências. Assim, os acumulados nas três cidades ultrapassaram esse parâmetro mensal em poucos dias.
Defesa Civil mantém alerta para novos temporais
A Defesa Civil Estadual continua em alerta e orienta os gestores municipais sobre a elaboração de decretos de situação de emergência, caso a dimensão dos danos justifique a adoção da medida e a necessidade de mais recursos públicos.
A previsão do Inmet também indica possibilidade de novos temporais acompanhados de ventos fortes nos próximos dias em grande parte do território mato-grossense. A orientação é que os moradores acompanhem os avisos meteorológicos e evitem situações que possam colocar a vida em risco.
Durante tempestades, a recomendação é não buscar abrigo debaixo de árvores, em coberturas frágeis ou próximo de torres de transmissão e placas de propaganda. Também é importante não atravessar ruas e áreas alagadas, mesmo a pé ou de carro.
Em imóveis ameaçados, rachaduras nas paredes, estalos na estrutura ou elevação rápida do nível da água são sinais de alerta para deixar o local imediatamente. Em situações de perigo iminente ou ocorrências graves, os moradores devem acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193 ou procurar a Defesa Civil do município.
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