O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) negou, durante evento em São Paulo nesta quarta-feira (7), que haja um acordo para que ele dispute a Presidência da República em 2030, sucedendo, eventualmente, Flávio Bolsonaro (PL), candidato que liderou o primeiro turno da disputa presidencial neste ano.
“Tem nada a ver. O meu acordo aqui é com a população de São Paulo de fazer um excelente mandato”, afirmou o governador.
Tarcísio teve mais de 60% dos votos e foi reeleito em primeiro turno em São Paulo. O governador é visto, dentro da direita, como possível sucessor na disputa pelo Palácio do Planalto.
Pouco depois da escolha de Flávio como candidato pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, em entrevista exclusiva à CNN Brasil, o governador defendeu que Flávio incluísse em seu plano de governo a proposta de fim da reeleição. Para aliados, tanto no partido de Flávio quanto no de Tarcísio, a defesa do governador pela proposta sinalizaria uma disposição em concorrer ao Planalto. Mas o governador nega.
Durante coletiva de imprensa, Tarcísio reforçou que tem trabalhado por Flávio na construção de alianças políticas para o segundo turno e no planejamento de agendas de campanha. O governador afirmou que a meta é vencer as eleições.
Segundo fontes, Tarcísio já “precificou” a vitória de Flávio e, para ele, a melhor coisa a se fazer é se engajar na campanha. Aliados do governador dizem que 2030 é incerto e que é melhor Tarcísio mostrar empenho agora.
O governador se disponibilizou a participar de agendas dentro e fora do estado de SP e tem liderado conversas com partidos como Republicanos, MDB e Podemos por apoio à candidatura de Flávio.
O fim da reeleição tem sido usado por porta-vozes da campanha de Flávio como uma possível contrapartida no Congresso Nacional para conseguir aprovar um corte de gastos na casa dos R$ 200 bilhões ainda no período de transição, caso Flávio saia vencedor da disputa em segundo turno.










