O papa Leão XIV retirou um tumor no pulmão em cirurgia realizada nesta terça-feira (13) e, segundo o Vaticano, teve uma noite tranquila após o procedimento.
Ele deve passar uma semana internado. Por isso, todos os compromissos previstos até o dia 20 de outubro foram cancelados.
O pontífice de 71 anos não possui registro de outras doenças graves e, inclusive, é conhecido por ser ativo, praticando tênis e natação. No entanto, tem histórico de câncer na família – sua mãe morreu em decorrência da doença, e o irmão mais velho está em tratamento nos Estados Unidos.
A cirurgia pulmonar de Leão XIV se soma a um histórico de intervenções médicas envolvendo outros líderes da Igreja Católica. Entre os casos estão a retirada de um tumor benigno do intestino de João Paulo II, operações realizadas por Francisco e um procedimento para substituir as baterias do marca-passo utilizado por Bento XVI.
Francisco passou por diversas cirurgias
Em julho de 2021, Francisco foi internado no Hospital Gemelli para tratar uma estenose diverticular do cólon, condição que provoca o estreitamento do intestino grosso.
O pontífice foi hospitalizado por dez dias e negou rumores de que teria um câncer diagnosticado.
Dois anos depois, em 2023, Francisco passou por outra cirurgia, mas para tratar uma hérnia relacionada a cicatrizes de operações anteriores.
O quadro provocava dores e episódios de obstrução intestinal. O procedimento incluiu a correção da hérnia e o tratamento de aderências na região abdominal. Francisco recebeu alta nove dias depois.
O histórico médico do pontífice argentino também inclui a retirada de parte do pulmão direito em 1957, quando tinha 21 anos e ainda era seminarista em Buenos Aires. Na época, ele passou por uma cirurgia após apresentar complicações respiratórias. Décadas depois, já como papa, Francisco afirmou que havia se recuperado sem limitações que prejudicassem suas atividades. Ele contou a história em sua biografia – saiba mais aqui.
Bento XVI utilizava marca-passo antes de renunciar

Pouco depois da sua renúncia ao pontificado em fevereiro de 2013, aos 85 anos, foi revelado que Bento XVI utilizava marca-passo havia anos. As baterias do dispositivo foram substituídas em uma intervenção de rotina realizada em 2012, segundo revelou o porta-voz do Vaticano na época.
A Santa Sé negou que o procedimento estivesse relacionado à decisão de deixar o cargo. Bento XVI justificou a renúncia pela idade avançada e pela perda de forças físicas e mentais necessárias, em sua avaliação, para continuar na liderança da Igreja Católica.
João Paulo II retirou tumor

Em julho de 1992, João Paulo II foi submetido a uma cirurgia para retirar um tumor benigno no intestino.
O pontífice, então com 72 anos, havia anunciado aos fiéis que seria internado no Hospital Gemelli, em Roma, para realizar exames diagnósticos. A operação ocorreu em 15 de julho, três dias depois do anúncio..
No mesmo hospital, ele também recebeu atendimento após o atentado a tiros sofrido em maio de 1981, na Praça de São Pedro.
Ao longo do pontificado, João Paulo II passou por outras internações e consultas médicas no local. O tumor retirado em 1992 era benigno, e não um câncer.
Paulo VI foi operado para tratar problema benigno na próstata
Em novembro de 1967, Paulo VI passou por uma cirurgia na próstata para tratar uma lesão benigna. O procedimento foi realizado em uma sala de cirurgia montada no no Vaticano.
*Com informações de Reuters, Vatican News e Luciana Taddeo










