O número de mortos por um ataque de drone em um dormitório estudantil na região de Luhansk, controlada pela Rússia, no leste da Ucrânia, subiu para 16, com a maioria das vítimas sendo mulheres jovens, disseram autoridades russas neste sábado (23), após um acalorado debate da ONU sobre o caso.
O presidente russo Vladimir Putin ordenou que seus militares preparassem opções para retaliação contra a Ucrânia na sexta-feira (22), depois que Moscou acusou Kiev do que descreveu como um ataque deliberado de drone em uma faculdade na cidade de Starobilsk.
As forças armadas da Ucrânia negaram a responsabilidade pelo ataque, dizendo que tinham atingido uma unidade de comando de drones de elite na área e que suas forças cumpriam o direito internacional humanitário.
Putin disse que não havia instalações militares na área. A agência Reuters não foi capaz de verificar independentemente o que aconteceu.
No local, neste sábado (23), um guindaste estava trabalhando para remover os escombros de uma fenda no prédio.
Dentro de uma sala de aula destruída, tijolos e poeira cobriam fileiras de mesas dos alunos com “I love English” escrito na parede. Em outro lugar, uma escadaria foi bloqueada por destroços.
Pessoas presas sob escombros
A agência de notícias estatal da Rússia, RIA, informou que o número de mortos subiu para 16, citando o ministério de emergência.
Cinco pessoas permaneceram presas sob os escombros.
Leonid Pasechnik, chefe da administração russa na região, publicou uma lista preliminar contendo detalhes de 11 vítimas, a maioria delas mulheres de 19 anos.
Um residente local disse que os foguetes tinham visado uma antiga base e os drones atingiram o dormitório estudantil, causando incêndios.
Em uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU convocada pela Rússia na sexta-feira (22), a Rússia acusou a Ucrânia de crimes de guerra por causa do ataque, enquanto Kiev rejeitou a alegação.
Vários países pediram acesso ao local, enquanto funcionários da ONU denunciaram todos os ataques a civis, lembrando um ataque de mísseis russos em um armazém da ONU na Ucrânia esta semana que matou dois trabalhadores e destruiu um milhão de dólares em ajuda humanitária.
A Rússia tem como alvo o fornecimento de energia e as infraestruturas da Ucrânia, enquanto a Ucrânia intensificou os ataques às instalações petrolíferas dentro da Rússia este ano, resultando por vezes em vítimas. Ambos os lados negam ter como alvo civis.
Detritos caídos por drones provocaram um incêndio em um terminal de petróleo no porto russo de Novorossiysk, no Mar Negro, e duas pessoas ficaram feridas, disseram autoridades russas no início deste sábado (23).
As forças armadas da Ucrânia disseram que atingiram o terminal petrolífero russo de Sheskharis no Mar Negro, em Novorossiysk, e o depósito petrolífero próximo de Grushova, enquanto o presidente Volodymyr Zelenskiy disse que os militares também atacaram uma grande fábrica química na região russa de Perm.
O governador regional de Perm, Dmitry Makhonin, disse anteriormente que uma instalação industrial, que ele não nomeou, tinha sido alvo de drones ucranianos, mas que eles tinham sido derrubados e não causaram danos.











