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Resgate após avalanche foi eficiente, diz brasileiro no Everest


O alpinista brasileiro Gustavo Cordoni, que se encontra no Monte Everest, relatou em entrevista ao Agora CNN os detalhes da avalanche que atingiu um grupo de alpinistas na montanha na última sexta-feira (8). Segundo Cordoni, um grande bloco de gelo — conhecido como Serac — desabou sobre a rota principal de escalada, ferindo alguns alpinistas, mas sem causar vítimas fatais.

Cordoni explicou que ele e mais dois colegas haviam acabado de contornar o Serac quando o bloco cedeu. “A gente passou pelo Serac, quando a gente contornou ele, deu cinco minutos, ele desabou”, relatou. “A gente conseguiu ver isso muito de perto, é uma situação bem assustadora realmente.” O alpinista acrescentou que já havia informações de que o bloco poderia vir a ceder e que a passagem exige que os escaladores contornem a estrutura de gelo.

O trecho onde ocorreu o acidente fica entre o campo base e o campo 1 do Everest e é descrito por Cordoni como uma área de alto risco. “É uma parte muito técnica, de muito difícil resgate, é uma parte onde você corre muito risco, está muito exposto”, afirmou.

Apesar disso, a equipe de resgate agiu com rapidez. “A equipe de resgate foi muito rápida e conseguiu pousar o helicóptero muito próximo do acidente. Isso também pode ter sido um dos fatores que fez com que não tenha nenhum óbito”, destacou Cordoni. Segundo ele, o resgate foi acompanhado de perto pelos alpinistas: “A gente conseguiu também ver o helicóptero e o resgate foi muito eficiente.”

Protocolos e aclimatação no Everest

Cordoni explicou que a escalada do Everest envolve uma expedição longa, com quatro campos além do campo base, e que os alpinistas precisam passar por ciclos de aclimatação para se adaptar ao ar rarefeito a 8.848 metros de altitude. “A gente faz um primeiro ciclo de aclimatação, que é escalar uma montanha de mais ou menos 6.000 metros de altitude, e um segundo ciclo, que é ir até 7.000 metros de altitude”, detalhou.

No momento da entrevista, o grupo já havia concluído os dois ciclos com sucesso e aguardava uma janela favorável de clima no campo base, a aproximadamente 5.300 metros de altitude.

O alpinista também esclareceu que todos os escaladores que atuam no Everest são obrigados a obter uma permissão do governo do Nepal e a contratar um seguro de resgate. “Para você poder escalar uma montanha como essa, você tem que ter uma permissão dada pelo governo. Para você ter essa permissão, você tem que ter um seguro de resgate”, explicou. Além disso, o uso de helicóptero na área é restrito exclusivamente a situações de emergência.

Projeto de escalar as 14 maiores montanhas do mundo

Cordoni revelou que sua expedição ao Everest faz parte do projeto “14 Cumes”, que tem como objetivo torná-lo o primeiro brasileiro a escalar as 14 maiores montanhas do mundo. Na expedição atual, ele planeja realizar o chamado “doublehead”, que consiste em escalar o Everest, retornar ao campo 4 e, em seguida, escalar o Lhotse. “Já são duas das 14”, disse.

Apesar do susto com a avalanche, Cordoni afirmou que segue confiante: “A gente tem muito respeito e humildade na montanha. E a gente ama fazer isso, porque a gente está aqui e tem um grande propósito também por trás disso.”



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