O pré-candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, visitou nesta semana uma área de garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé, em Pontes e Lacerda, oeste de Mato Grosso. A região é alvo de investigações da Polícia Federal, que aponta o domínio do Comando Vermelho (CV) sobre frentes de extração clandestina de ouro. Durante a agenda, Renan apareceu em vídeos usando um colete à prova de balas devido aos riscos no local.
A visita integrou uma série de compromissos em Mato Grosso, que também passou por Cuiabá, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Campo Novo do Parecis e Sinop. Na Terra Indígena Sararé, o presidenciável percorreu áreas degradadas pela mineração ilegal, considerada uma das principais frentes de exploração clandestina de ouro no país.
Em Campo Novo do Parecis, Renan visitou uma cooperativa agrícola administrada por indígenas e comentou a repercussão envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). “Flávio, Flávio, o dinheiro não foi só pra fazer filme, né? Pelo amor de Deus, Flávio. Vai ter que explicar isso aí”, declarou, ao citar reportagens sobre movimentações financeiras envolvendo o parlamentar e o empresário Daniel Vorcaro.
Durante a agenda, Renan foi acompanhado pelo jornalista Rafael Millas, pré-candidato do Missão ao Governo de Mato Grosso, e se reuniu com os prefeitos Miguel Vaz (Republicanos), de Lucas do Rio Verde, e Leandro Félix (União Brasil), de Nova Mutum.
O presidenciável também afirmou que sua candidatura vem crescendo nas pesquisas de intenção de voto. Segundo levantamento do instituto Real Time Big Data divulgado pela revista Veja, Renan Santos aparece com 9% das intenções de voto em um dos cenários pesquisados, ocupando a terceira colocação.
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