O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) disse nesta quinta-feira (13) que vê “indícios de má-fé” em torno do erro envolvendo a filiação do também candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro (PL) ao Missão.
Na manhã de hoje, o nome de Flávio estava vinculado na Justiça Eleitoral como filiado ao Missão.
Flávio voltou a aparecer como filiado ao PL no sistema do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) horas depois por ordem do ministro que preside o Tribunal, Kassio Nunes Marques. O registro da candidatura do senador deve ser oficializado em breve e anunciado em uma transmissão ao vivo.
“Flávio está contando uma história. Gostaria de entender, nós que fomos vítimas de uma fraude. O primeiro vídeo que ele gravou foi criticando o sistema e convocando o primeiro ato de campanha dele. Está tentando fazer um barulho. Começo a ver indícios de má-fé, a equipe dele viu os emails e ele apagou o vídeo dele”, disse Renan em entrevista coletiva no Rio de Janeiro.
Renan explicou a confusão ao dizer que seu partido foi “vítima” de uma filiação fraudulenta por parte da equipe de Flávio. Mencionou que o endereço de e-mail vinculado ao senador na Casa Legislativa acessou as mensagens automáticas enviadas pelo partido ao iniciar o processo de filiação e clicou em links de confirmação.
“Eu não sei se ele está tentando abafar, criar uma bomba de fumaça para que não se fale, por exemplo, da declaração de bens que vem aí. Provavelmente, haverá uma declaração bem diferente de bens do que ele fez na última eleição, mas em vez de ele tratar objetivamente do problema, ele foi ‘lutar contra o sistema’. Ele, entretanto, não respondeu por que diabos o e-mail dele, que apenas ele e a equipe dele tem acesso, por que ninguém ali viu aqueles e-mails e por que clicaram, inclusive, num link de confirmação de filiação.”
O candidato declarou que o sistema do TSE pode ter sofrido “instabilidades” em relação ao pedido de cancelamento da filiação de Flávio ao Missão. O partido afirma em nota que, ao notar a incompatibilidade, tentou realizar no mesmo dia o cancelamento, rejeitado pelo Tribunal.
“Ressaltamos, ainda, que não é do interesse do partido acolher em seus quadros um parlamentar que, para além do desalinhamento ideológico, figura em acusações e suspeitas de envolvimento em esquemas de corrupção”, diz nota do Missão.
Ao final da coletiva, Renan voltou a desafiar o candidato do PL para uma “acareação”. Defendeu que se faça um debate para esclarecer o episódio: “Eu propus, mas ele foge. Foge de mim que nem diabo foge da cruz.”
*Sob supervisão de Lucas Schroeder











