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Redes sociais influenciam alta no consumo de proteína, aponta Atlas/Intel


Uma pesquisa do Atlas/Intel divulgada na última semana aponta que 3 a cada 10 brasileiros são influenciados pelo selo de proteína na hora de comprar um produto. De acordo com o levantamento, 37,9% dos entrevistados dizem que são motivados a consumir tais itens pelas redes sociais.

O setor de alimentos proteicos vive um crescimento acelerado, que é impulsionado, principalmente, pelo movimento fitness, pela popularização das dietas e canetas emagrecedoras e pela quantidade de produtos direcionados para esse nicho alimentício.

Em meio a este contexto, o levantamento do Atlas/Intel nos faz questionar o quanto a internet tem mudado os hábitos de consumo. Dentro dos 37,9% que se dizem influenciados pelas redes sociais, 14,2% são totalmente induzidos por plataformas como Instagram e TikTok, e 23,7% são parcialmente influenciados.

Mas, afinal, precisamos de tanta proteína assim?

Diego Righi, nutricionista e professor de Nutrição da Afya Centro Universitário Itaperuna, alerta para o fato de que a proteína é importante, mas não precisa virar uma obsessão alimentar.

De acordo com ele, “para adultos saudáveis, a referência clássica de ingestão mínima fica em torno de 0,83 g/kg/dia. E pessoas fisicamente ativas, atletas, idosos e indivíduos em déficit calórico ou em fase de recuperação clínica têm demandas maiores”.

A International Society of Sports Nutrition indica, para praticantes de exercício, uma faixa geral de 1,4 a 2,0 g/kg/dia. Em idosos, os consensos sugerem em média 1,0 a 1,2 g/kg/dia, com ajustes em situações clínicas específicas.

O nutricionista explica que faz mais sentido distribuir boas fontes proteicas ao longo do dia, em vez de concentrar tudo em uma única refeição ou beliscar produtos proteicos sem critério. “Em muitos casos, 20 g a 40 g de proteína de boa qualidade por refeição já atendem bem o estímulo de síntese proteica muscular, considerando idade, peso, treino e objetivo”, diz o especialista.

Diego Righi afirma que “proteína importa. Mas carboidratos, gorduras boas, fibras, vitaminas, minerais, hidratação, sono e treino também importam”.

O que motiva o consumo de proteína?

Ao serem questionados sobre as motivações para o consumo de produtos proteicos, os entrevistados pelo levantamento da Atlas/Intel apontam 7 respostas:

  • 54,5% ganho de massa muscular;
  • 36,8% reposição de proteína;
  • 32% manutenção da saúde;
  • 18% de praticidade para substituir pequenos lanches;
  • 14,2% saciedade para controle de peso;
  • 8,1% acompanhamento de dietas;
  • 6,3% de performance esportiva.

Além disso, 44,4% dizem que a principal intenção ao escolher esses produtos de proteína prontos é aumentar o aporte total de proteína do dia de forma fácil.

No entanto, o nutricionista Diego Righi afirma que o ponto central é que “ter proteína” não transforma o produto automaticamente em saudável.

“É preciso olhar o conjunto: calorias, teor de açúcar, gordura saturada, fibras, sódio, lista de ingredientes e saciedade real. Um produto proteico serve como complemento ou solução pontual. Ele não deve substituir, de forma frequente, refeições completas com alimentos in natura ou minimamente processados, como ovos, carnes, peixes, leite, iogurte natural, feijões, lentilha, grão-de-bico, tofu, arroz, hortaliças, frutas, castanhas e azeite”, explica ele.

De acordo com a pesquisa Atlas/Inter, a presença do selo “Fonte de Proteína” ou “High Protein” influencia muito a decisão de compra de 13,5% dos entrevistados.

O especialista Diego Righi observa que a alta no consumo de produtos proteicos se relaciona a quatro fatores principais: maior interesse por estética corporal, busca por saciedade no emagrecimento, preocupação com preservação de massa muscular e conveniência alimentar.

“A proteína ganhou um lugar de destaque porque é associada a músculo, controle de fome, envelhecimento saudável e melhor composição corporal. Porém, a pergunta não é ‘tem proteína?’. A pergunta correta é: ‘Esse alimento melhora a qualidade da dieta dessa pessoa?’, questiona Righi.

Alimentação equilibrada

O especialista ainda lembra que o ideal é pensar em padrão alimentar, não em nutriente isolado: “Uma dieta equilibrada deve ter proteína em quantidade adequada, carboidratos de boa qualidade, gorduras boas, fibras e micronutrientes, além de uma organização compatível com a rotina”.

*A Pesquisa Atlas/Intel ouviu 1.501 pessoas de 3 de março a 2 de abril. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança para a estimação da margem de erro é de 95%.



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