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Recomeço da guerra? Entenda os ataques entre EUA e Irã


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirma que o acordo de cessar-fogo que assinou com o Irã exatamente três semanas atrás está “encerrado”.

O que isso significa na prática ainda não está claro.

Trump, que alertou no mês passado para uma “catástrofe econômica” caso a guerra continuasse, permanece sob as mesmas pressões políticas para ver o conflito terminar.

Os EUA e o Irã já vinham realizando ataques de retaliação: o Irã contra navios comerciais que transitavam pelo Estreito de Ormuz e os Washington retaliando contra instalações militares iranianas.

Os ataques fizeram os preços do petróleo dispararem.

Trump também já havia revogado uma cláusula fundamental do acordo que permitia ao Irã vender seu petróleo no mercado global.

Em seu discurso inflamado em Ancara, Trump disse que permitiria que seus negociadores continuassem buscando um acordo nuclear mais amplo com o Irã, mas descartou o exercício como uma “perda de tempo”.

Respondendo ao que chamou de uma “pergunta interessante” sobre o status do acordo, o presidente sugeriu que havia pouco a ganhar negociando com “malucos”.

Uma equipe liderada pelo vice-presidente JD Vance tinha um prazo de 60 dias para garantir concessões técnicas de Teerã a fim de conter suas ambições nucleares.

Essas negociações, contudo, avançaram lentamente e se concentraram principalmente na implementação do Memorando de Entendimento, assinado por Trump no Palácio de Versalhes em 17 de junho.

Os mediadores do acordo, liderados pelo Paquistão e pelo Catar, certamente tentarão agora, às pressas, retomar o acordo.

Mas outro ator — Israel — terá interpretado os comentários de Trump de forma diferente. Profundamente cético em relação às suas tentativas diplomáticas com o Irã, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu pode ver os comentários do presidente como uma oportunidade para continuar as operações tanto no Líbano, contra o Hezbollah, quanto no próprio Irã.



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