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Reabertura de Ormuz não acabará com a turbulência global, diz Reino Unido


A reabertura do Estreito de Ormuz não será suficiente para acabar com a instabilidade econômica global, afirmou a ministra das Relações Exteriores britânica, Yvette Cooper, nesta quinta-feira (9), em um discurso no qual expôs sua visão de que “a turbulência é o novo normal”.

Embora o presidente dos EUA, Donald Trump, tenha anunciado na terça-feira (7) um cessar-fogo no conflito com o Irã, que já dura seis semanas, não houve nenhum sinal de que Teerã suspenderá o bloqueio quase total do Estreito de Ormuz, que causou a pior interrupção no fornecimento de energia da história.

“A instabilidade e a volatilidade estão se tornando cada vez mais crônicas. A turbulência é o novo normal”, disse Cooper.

“A nova realidade que enfrentamos não começou com a guerra no Irã, nem terminará com a reabertura do Estreito”, acrescentou.

Cooper também expôs a posição do Reino Unido de que a passagem por essa rota marítima crucial deve ser gratuita e não deve ser “retirada unilateralmente ou vendida a licitantes individuais”.

Ela afirmou que governos anteriores foram complacentes em relação à globalização, deixando a Grã-Bretanha exposta a “cadeias de suprimentos não diversificadas usadas para coerção econômica – a interdependência que nos ajudou a prosperar sendo usada como arma contra nós”.

Ela disse que o governo, que chegou ao poder em 2024, está adotando uma estratégia diferente para proteger o país, citando como exemplo a recusa do primeiro-ministro Keir Starmer em envolver o país em uma ação ofensiva contra o Irã.

“Colocar a segurança, tanto a segurança nacional quanto a segurança econômica, no centro de nossa abordagem, guiados por nossos valores e nossos interesses nacionais, sem terceirizar as decisões de política externa para ninguém”, disse ela.



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