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Quem é Rui Costa Pimenta, candidato do PCO à Presidência pela quarta vez


Jornalista, fundador e presidente nacional do PCO (Partido da Causa Operária), Rui Costa Pimenta, 69, volta a disputar a Presidência da República pela quarta vez em 2026.

 Sua primeira disputa ao cargo de presidente aconteceu em 2006, seguida pelas de 2010 e 2014, todas como candidato do PCO.

Nascido em São Paulo em 25 de junho de 1957, Pimenta tem ensino superior completo e declara como ocupação as atividades de jornalista e redator. Ele tem Antônio Carlos, também do PCO, como candidato a vice-presidente.

A trajetória política de Rui Costa Pimenta está ligada à esquerda organizada durante o processo de redemocratização. Ele participou da fundação do PT (Partido dos Trabalhadores) e da CUT (Central Única dos Trabalhadores) na década de 1980. Posteriormente, tornou-se um dos fundadores do PCO, sigla da qual também é presidente nacional.

Plano de governo

A candidatura de 2026 ocorre com uma proposta que o próprio partido define como um “programa de luta”. O documento afirma que o PCO não participa das eleições para fazer promessas e apresenta a disputa eleitoral como uma tribuna para a defesa do socialismo, da revolução e de um “governo operário”.

O texto sustenta que as mudanças defendidas pela sigla dependeriam da organização e da mobilização dos trabalhadores, e não apenas do processo eleitoral.

O plano reúne 15 pontos e propõe mudanças estruturais na economia, no sistema político e nas instituições do país. Entre as medidas estão aumento emergencial de 50% dos salários e reposição integral das perdas salariais, redução da jornada para até 35 horas semanais sem redução salarial e proibição de demissões.

O programa também defende um salário mínimo que, segundo o documento, não poderia ser inferior a R$ 7.500 e a anulação das dívidas dos trabalhadores com o sistema financeiro.

Entre as propostas mais abrangentes está a reformulação das instituições de segurança e Justiça. O PCO defende a dissolução da Polícia Militar e a criação de mecanismos de autodefesa dos trabalhadores. O programa também propõe o fim do STF (Supremo Tribunal Federal) e a eleição, por voto popular, de juízes e procuradores, com mandatos revogáveis.

Suposto desvio de verba eleitoral

A candidatura também ocorre em meio a controvérsias judiciais e investigações que envolvem o dirigente partidário.

Em maio deste ano, a Justiça Federal aceitou uma denúncia por antissemitismo contra Rui Costa Pimenta e Henrique Áreas, secretário nacional do PCO. O processo foi movido pela Conib (Confederação Israelita do Brasil) e se refere a discursos publicados nas redes sociais entre 2022 e 2024 que, segundo a entidade, teriam conteúdo discriminatório contra a comunidade judaica.

À época, Pimenta afirmou que a acusação representava perseguição política. Ele afirmou que havia uma tentativa de confundir críticas políticas ao sionismo com preconceito contra judeus.

“Qualquer crítica ao sionismo é tratada como se fosse um preconceito ‘racial’ contra os judeus. Estamos sendo perseguidos por nossas opiniões políticas, coisa típica de ditaduras”, declarou.

O candidato também foi alvo da Operação Causa Própria, deflagrada pela PF (Polícia Federal) em agosto deste ano, que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos provenientes do Fundo Partidário e do FEFC (Fundo Especial de Financiamento de Campanha).

Segundo a investigação, foram identificados indícios de irregularidades a partir da análise de prestações de contas eleitorais e partidárias. Os investigadores apuram se recursos públicos destinados às atividades político-partidárias e eleitorais foram direcionados a empresas e pessoas físicas com capacidade operacional considerada incompatível com os valores recebidos.

Se comprovados os delitos, os envolvidos poderão responder pelos crimes de apropriação indébita eleitoral, falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro. A PF também não desconsidera o aparecimento de outras infrações no decorrer das investigações.

Desde o início das investigações, Rui Costa Pimenta classificou a operação como ilegal e afirmou que a ação policial teve caráter intimidatório. Ele também criticou o nome dado à operação, dizendo que a denominação representaria uma tentativa de associar previamente o PCO à culpa.



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