Navanethem “Navi” Pillay é uma jurista sul-africana que atuou como Alta-Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos entre 2008 e 2014.
De origem indiana tâmil, Pillay foi a primeira mulher negra a integrar o Tribunal Superior da África do Sul. Também atuou como juíza do Tribunal Penal Internacional (TPI) e presidente do Tribunal Penal Internacional para Ruanda.
Em setembro do ano passado, sob a liderança de Pillay, a comissão publicou um relatório que concluiu que Israel havia cometido genocídio na Faixa de Gaza e que autoridades israelenses de alto escalão, incluindo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, haviam incitado esses atos. Israel classificou as acusações como escandalosas.
Pillay assumiu o cargo de Alta-Comissária em setembro de 2008 e teve o mandato prorrogado por mais dois anos, em 2012. Em setembro de 2014, foi sucedida pelo príncipe Zeid bin Ra’ad.
Em abril de 2015, tornou-se a 16ª comissária da Comissão Internacional contra a Pena de Morte. Ela também integra a Comissão de Informação e Democracia, iniciativa lançada pela organização Repórteres Sem Fronteiras.
Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), Pillay, cidadã sul-africana, foi a primeira mulher a abrir um escritório de advocacia em sua província natal, Natal, em 1967. Nos anos seguintes, atuou como advogada de defesa de ativistas antiapartheid, denunciando a tortura e ajudando a estabelecer direitos fundamentais para os prisioneiros na Ilha Robben.
Ela também trabalhou como professora na Universidade de KwaZulu-Natal e, posteriormente, foi nomeada vice-presidente do Conselho da Universidade de Durban Westville.
Em 1995, após o fim do apartheid, a Sra. Pillay foi nomeada juíza interina do Tribunal Superior da África do Sul e, no mesmo ano, foi eleita pela Assembleia Geral da ONU para ser juíza do Tribunal Penal Internacional para o Ruanda, onde atuou por um total de oito anos, os últimos quatro (1999-2003) como presidente.
Ela desempenhou um papel fundamental na jurisprudência inovadora do TPIR sobre estupro como genocídio, bem como em questões de liberdade de expressão e propaganda de ódio. Em 2003, foi nomeada juíza do Tribunal Penal Internacional em Haia, onde atuou na Câmara de Apelações até agosto de 2008.
*Em atualização










