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Qualidade de vida: veja como sua cidade foi avaliada pelo IPS Brasil 2026 e as disparidades entre estados e regiões




Vista aérea de Gavião Peixoto (SP)
Divulgação/Prefeitura
O Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, divulgado nesta quarta-feira (20) pelo Imazon e parceiros, avalia a qualidade de vida nos 5.570 municípios brasileiros a partir de 57 indicadores sociais e ambientais. Cada cidade recebe uma nota de 0 a 100 e uma posição no ranking nacional.
A média do Brasil em 2026 ficou em 63,40 pontos. Gavião Peixoto, no interior de São Paulo, lidera pelo terceiro ano seguido, com 73,10. Uiramutã, em Roraima, aparece em último, com 42,44 — uma diferença de mais de 30 pontos entre as duas pontas.
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Os dados do IPS Brasil 2026 mostra duas realidades distintas. Sudeste e Sul concentram as cidades com melhor qualidade de vida. A região Norte, em especial os estados da Amazônia Legal, reúne a maior parte dos municípios com os piores desempenhos.
Entre as 20 cidades mais bem colocadas, 18 ficam no Sudeste e no Sul — a maioria em São Paulo. Já entre as 20 piores, 19 estão no Norte e no Nordeste, com forte concentração no Pará, em Roraima e no Tocantins. Só o Pará tem 12 das 20 piores cidades do país em 2026.
🏆 Ranking dos estados
O Distrito Federal lidera com 70,73 pontos — a única unidade da federação acima dos 70. Em seguida vêm São Paulo (67,96), Santa Catarina (65,58), Paraná (65,21) e Minas Gerais (64,66). Na outra ponta estão Pará (55,80), Maranhão (57,59) e Acre (58,03). A diferença entre o primeiro e o último colocado passa de 15 pontos.
Distrito Federal — 70,73
São Paulo — 67,96
Santa Catarina — 65,58
Paraná — 65,21
Minas Gerais — 64,66
Goiás — 64,52
Mato Grosso do Sul — 64,14
Espírito Santo — 63,61
Rio de Janeiro — 63,47
Rio Grande do Sul — 63,39
Paraíba — 62,39
Sergipe — 62,10
Rio Grande do Norte — 61,83
Mato Grosso — 61,38
Ceará — 61,22
Pernambuco — 60,58
Tocantins — 60,50
Piauí — 60,48
Roraima — 59,65
Amazonas — 59,34
Alagoas — 58,97
Bahia — 58,72
Rondônia — 58,60
Amapá — 58,10
Acre — 58,03
Maranhão — 57,59
Pará — 55,80
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Entenda o que é o IPS Brasil
O Índice de Progresso Social (IPS) Brasil avalia a qualidade de vida nos 5.570 municípios brasileiros a partir de 57 indicadores sociais e ambientais. O índice não mede apenas riqueza ou PIB, mas busca mostrar se a população consegue acessar direitos, serviços e condições básicas de vida.
O IPS Brasil é desenvolvido em parceria entre o Imazon, a Fundação Avina, a Amazônia 2030, o Centro de Empreendedorismo da Amazônia e a Social Progress Imperative.
📊 Os indicadores são divididos em três grandes dimensões:
Necessidades Humanas Básicas
Teve a melhor média nacional, com 74,58 pontos. Avalia temas ligados a alimentação, saúde, moradia, saneamento e segurança. O componente Moradia registrou a maior nota do país: 87,95 pontos.
Fundamentos do Bem-Estar
Obteve média de 68,81 pontos e reúne indicadores relacionados a educação, acesso à internet, saúde e qualidade ambiental. O componente Acesso à Informação e Comunicação foi o que mais cresceu entre 2025 e 2026, impulsionado pela ampliação do acesso a tecnologias e meios de comunicação.
Ao mesmo tempo, o índice aponta que estados da Amazônia Legal concentram os piores resultados em Qualidade do Meio Ambiente, influenciados por desmatamento acumulado, focos de calor e emissões de gases de efeito estufa.
Sede da cidade de Uiramutã, cidade proporcionalmente mais indígena do Brasil, onde nenhuma rua é asfaltada
Josivan Antelo/Rede Amazônica
Oportunidades
Foi a dimensão com pior desempenho no país, com média de 46,82 pontos, repetindo o padrão das edições anteriores. Reúne indicadores ligados a direitos individuais, inclusão social, liberdades pessoais e acesso ao ensino superior.
Os piores resultados apareceram justamente nos componentes de Direitos Individuais (39,14), Acesso à Educação Superior (45,97) e Inclusão Social (47,22). Segundo o relatório, a área de Inclusão Social vem registrando queda desde 2024, refletindo problemas como violência contra minorias, baixa representatividade política e aumento de famílias em situação de rua.
O estudo também divide os municípios brasileiros em nove grupos, dos melhores aos piores desempenhos. Em 2026, 706 cidades ficaram no grupo mais bem avaliado, enquanto apenas 23 municípios apareceram na faixa mais crítica.
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