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Quais os riscos que ameaçam os negócios do Pão de Açúcar? Entenda


Após divulgação dos resultados do 4º trimestre de 2025 na noite de terça-feira (24), o GPA (Grupo Pão de Açúcar) demonstrou incerteza em relação a continuidade operacional do grupo.

Entre os fatores para classificar a atual situação do grupo, a dívida bruta em conjunto com os juros mais altos no Brasil são os que ficam em destaque.

Com a taxa básica de juros (Selic) em 15%, o custo para manter a dívida se tornou extremamente elevado, dificultando a capacidade de recuperação financeira da empresa.

Além do débito da companhia, o capital circulante líquido negativo, que ficou próximo de R$ 1,22 bilhão também se tornou um ponto de atenção para o risco da empresa, que também possui empréstimos e debêntures com vencimento em 2026 no montante de R$ 1,7 bilhão.

No documento, o grupo também salientou que não existe caixa o suficiente para realizar o pagamento dos próximos compromissos da companhia em 2026.

Transformações no setor de supermercados

Em conversa ao CNN Money, o chefe de análises da Options, Phil Soares, comentou que há uma transformação significativa no setor varejista de alimentos nos últimos 10 a 15 anos.

Segundo o analista, modelo de atacarejo tem se destacado por sua competitividade de preços, sem foco em serviço ou localização, tornando o o Grupo Pão de Açúcar apenas uma das companhias que enfrenta uma situação de incertezas.

O analista também explicou que a margem operacional considerada adequada para as empresas do setor varejista de alimentos brasileiro é maior que o de companhia estrangeiras, que operam em um nível de 2,5% a 3%.

“O endividamento no Brasil é muito caro, e muitas dessas empresas tem endividamento relevante. No caso do Pão de Açúcar tivemos a troca de gestão, muitas coisas forma melhoradas desde então, mas o endividamento segue sendo um peso”, avaliou Soares sobre a questão de estrutura de capital das empresas.

Próximos passos para recuperação

Diante do risco para “continuar de portas abertas”, o GPA afirmou no documento divulgado que está tomando novas medidas para melhorar o risco atual.

Negociação para alongar a dívida, redução do custo financeiro e despesas e monetização de créditos tributários estão entre algumas maneiras para amenizar o cenário.

Ainda em entrevista, Phill Soares também comentou sobre a possibilidade de uma recuperação judicial.

Para ele, a empresa possui, atualmente, controladores capazes de realizar esse tipo de iniciativa. No entanto, o tipo de investimento pode não ser interessante para o grupo, mesmo que pudesse traze um equilibro financeiro para a situação.

“Pelo ponto de vista operacional, não tem prejuízo muito grande”, complementou.

Com o ciclo de queda nos juros mais próximo, que deve ocorrer a partir de março, também pode abrir uma janela para oportunidade de uma renegociação das dívidas, tornando-se um ator relevante para a melhora da companhia.



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