O grupo Prerrogativas acionou, nesta sexta-feira (15), a PGR (Procuradoria-Geral da República) e a PF (Polícia Federal), pedindo a apuração e rastreamento financeiro das verbas destinadas à produção do filme “Dark Horse”, uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Na notícia de fato que foi protocolada, os advogados argumentam que “caso tenham existido valores arrecadados fora da contabilidade oficial do filme, abre-se linha de apuração sobre possível caixa paralelo, simulação de finalidade, ocultação de benefícios finais, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, falsidade ideológica documental ou financiamento político não declarado”.
O pedido ocorre após o vazamento de conversas entre o senador e pré-candidato à Presidência da República e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Em áudio divulgado pelo Intercept Brasil, o parlamentar negocia um repasse de R$ 134 milhões diretamente com o dono do Banco Master.
O Prerrogativas quer a requisição de informações ao Coaf(Conselho de Controle de Atividades Financeiras), Receita Federal, Banco Central e outros órgãos que tratam de operações financeiras, além da adoção de medidas de cooperação internacional, caso sejam identificadas transações em dólar.
Isso porque na última quinta-feira (14), a PF iniciou uma nova linha de investigação para apurar se o dinheiro solicitado por Flávio serviu para bancar as despesas do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. A suspeita partiu do fato de envolvidos no filme afirmarem que a gravação não recebeu recursos do Master.
De acordo com a PF, US$ 2 milhões (cerca de R$ 10 milhões) teriam sido transferidos para um fundo no Texas denominado Havengate Development Fund LP, que tem como um dos responsáveis legais o advogado de Eduardo Bolsonaro.











