DA REDAÇÃO/LEIAMT
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (30), a Operação Vigia, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso investigado por furtar cargas de grãos de uma fazenda em Nova Mutum (242 km de Cuiabá) e ocultar o dinheiro obtido com os crimes por meio de um esquema de lavagem de capitais.
Durante a operação, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva, seis mandados de busca e apreensão em residências e em um estabelecimento comercial, além de 10 ordens judiciais de bloqueio de bens e valores dos investigados.
As ações foram coordenadas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Nova Mutum, com apoio de equipes das cidades de Juína, Campo Novo do Parecis, Rondonópolis (746 km, 402 km, 216 km de Cuiabá respectivamente), Várzea Grande e da Derf de Várzea Grande. Um dos suspeitos foi preso no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, momentos antes de embarcar para a região Sul do país.
Segundo a Polícia Civil, as investigações revelaram que um dos integrantes da organização conseguiu emprego como balanceiro em uma fazenda da zona rural de Nova Mutum já com a intenção de facilitar os furtos. Aproveitando a função, ele permitia a entrada de caminhões não autorizados na propriedade para o carregamento ilegal de grãos, sem o conhecimento dos proprietários.
A investigação também identificou que outros integrantes do grupo eram responsáveis por fornecer caminhões e motoristas utilizados no transporte das cargas, além de encontrar compradores para os produtos furtados.
De acordo com a Polícia Civil, parte do dinheiro obtido com os furtos era ocultada por meio de um pub, utilizado para dar aparência de legalidade aos recursos provenientes das ações criminosas.
O prejuízo causado à empresa vítima é estimado em aproximadamente R$ 2 milhões. Por isso, além das prisões e buscas, a Justiça determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados para tentar garantir o ressarcimento dos danos.
Os suspeitos deverão responder pelos crimes de furto qualificado, associação criminosa e lavagem de dinheiro. As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos no esquema.
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