O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, deve passar pela Rússia durante sua viagem ao exterior, que também inclui destinos como Paquistão e Omã. Moscou continua sendo um aliado diplomático fundamental do Irã durante o conflito com os Estados Unidos.
O Kremlin se ofereceu várias vezes para assumir o estoque do urânio enriquecido do Irã, propondo armazená-lo ou reprocessá-lo em território russo.
Embora essa opção pudesse, teoricamente, resolver algumas das principais exigências dos EUA nas negociações para pôr fim à guerra com o Irã, Trump teria rejeitado a oferta do presidente russo Vladimir Putin, querendo evitar que Moscou – que já é um líder global em energia nuclear – ganhe ainda mais influência.
Para além do urânio, o Irã e a Rússia assinaram um tratado de 20 anos em janeiro de 2025, fortalecendo a sua parceria econômica, militar e política. A Rússia vê os ataques dos EUA ao Irã como uma “agressão não provocada”, mas o acordo assinado por Teerã e Moscou não inclui um pacto de defesa mútua.
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, disse na sexta-feira (24) que “apreciava muito” os esforços de mediação de Islamabad entre o Irã os EUA durante uma conversa por telefone com o chanceler paquistanês, Mohammad Ishaq Dar. Ele também expressou a “prontidão de Moscou para contribuir”.
Em março, a CNN informou que a Rússia estava fornecendo ao Irã informações sobre a localização e movimentos de tropas, navios e aviões americanos, de acordo com várias pessoas familiarizadas com os relatórios de inteligência dos EUA sobre o assunto. Aquela foi a primeira indicação de que Moscou poderia se envolver na guerra.
A viagem do chanceler iraniano à Rússia é um sinal de que Teerã vai procurar consultar seus parceiros no Kremlin em meio ao conflito.











