A Polícia Militar desarticulou, na tarde desta terça-feira (5), um ponto de comercialização de entorpecentes no bairro Lírio dos Campos II, em Nova Mutum. A ação resultou na condução de um homem e uma mulher em Mato Grosso, após denúncias anônimas via 190 alertarem sobre a movimentação suspeita na residência.
A operação teve início quando os policiais, em patrulhamento pela região, avistaram um indivíduo que tentou fugir para o interior do imóvel ao perceber a aproximação da viatura.
Flagrante e confissão
Durante a abordagem, o suspeito foi flagrado tentando se desfazer de um invólucro contendo substância análoga à maconha. Ao ser questionado pelos militares, ele confessou a posse do entorpecente e revelou que havia mais drogas escondidas dentro da casa.
O homem afirmou ainda que o material pertenceria à sua prima, que também estava no local. A mulher confirmou a versão do familiar e entregou voluntariamente o restante das porções ilícitas à guarnição da PM.
Suspeita baleada e gestante
Um detalhe que chamou a atenção das autoridades foi o estado de saúde da mulher conduzida. Além de estar gestante, ela apresentava um ferimento por arma de fogo na mão esquerda. Segundo o relato colhido na ocorrência, a suspeita foi vítima de um ataque a tiros ocorrido no último domingo (3) em Nova Mutum.
A lesão, ainda recente, foi documentada pelos policiais durante o registro da ocorrência. Devido ao estado de saúde e à colaboração dos suspeitos, a condução até a delegacia foi realizada sem o uso de algemas.
Procedimentos legais
A dupla foi entregue à Delegacia de Polícia Civil de Nova Mutum, juntamente com o material apreendido. Eles devem responder por tráfico de drogas e associação para o tráfico. A polícia agora investiga se o ataque sofrido pela mulher no final de semana tem relação direta com a atividade ilícita praticada no imóvel ou se trata de uma disputa entre grupos rivais na região.
Você acredita que o envolvimento de mulheres grávidas no tráfico de drogas tem crescido devido à expectativa de benefícios penais, como a prisão domiciliar, ou falta assistência social para evitar que pessoas em situação de vulnerabilidade entrem para o crime em Mato Grosso? Deixe sua opinião nos comentários.
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