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Plataforma usa IA e desafios em rede social para emagrecimento


Uma plataforma que combina inteligência artificial, desafios diários e registros em blockchain (tecnologia de registro digital) começa a operar no Brasil com a proposta de transformar metas de emagrecimento em micro-hábitos acompanhados pelo celular.

A DHM (Daily Health Mission), empresa argentina de tecnologia em saúde que batiza o app, firmou parceria com a startup brasileira Mannah para lançar o serviço no país.

A ferramenta funciona pelo WhatsApp e propõe ciclos curtos de desafios, como três dias sem açúcar ou ultraprocessados.

Cada meta cumprida gera Health Coins, tokens digitais que registram o progresso do usuário. À medida que os ciclos avançam para sete, 14, 21 e 30 dias, o sistema acumula novas metas e recompensas.

“Nosso objetivo é quebrar metas grandes em ações simples e possíveis. Cada micro-hábito diário é um passo que reforça a confiança do usuário e cria consistência”, afirma Gonzalo Villa, diretor-executivo da DHM.

Um dos recursos centrais é o chamado Weight Bet Market (mercado de apostas de peso). Nele, usuários tornam públicas suas metas de perda de peso, e amigos ou membros da comunidade podem apostar se o objetivo será alcançado. A verificação do resultado é feita digitalmente.

“Quando vemos amigos apostando no nosso progresso, a motivação aumenta. Transforma um desafio pessoal em uma experiência social divertida e envolvente”, diz Villa.

Como o app rastreia hábitos

Segundo Pedro Xavier, diretor‑executivo da Mannah, por enquanto o foco é perda de peso e o fluxo foi pensado para ser o mais simples possível.

“O usuário define um objetivo: quanto quer perder, em quanto tempo, qual estratégia vai seguir: dieta, treino, rotina. Pelo próprio WhatsApp, manda uma foto da balança como ponto de partida; a IA lê o peso, confirma, e o desafio ganha vida.”

Depois, usuários continuam enviando atualizações, como fotos de pratos, registros de treino, peso do dia, e a IA alimenta um painel de evolução em tempo real.

A plataforma também tem espaço para aqueles que preferem manter a privacidade, afirma Xavier. “Cada usuário é representado apenas por um endereço na blockchain, sem nome, sem foto, sem informação pessoal visível.”

O dono do desafio escolhe se quer compartilhar o link publicamente ou manter o mercado restrito. O que é visível para outros usuários são os dados verificados pela IA (peso, tipo de refeição, atividade), não a identidade. As únicas informações gravadas são o desafio em si e as posições de quem apostou, tudo anônimo e verificável.

Dinheiro, tokens e segurança

A plataforma usa uma moeda interna chamada Health Coin. Cada HC é lastreado em HTR, a criptomoeda nativa da Hathor Network.

“Quem acerta uma previsão recebe HTR real na carteira digital, com cotação de mercado e possibilidade de conversão para reais quando quiser”, explica Xavier.

Toda transação é pública e registrada na blockchain Hathor, segundo Xavier, acessível sem necessidade de cadastro, o que facilita auditoria: se alguém não receber a recompensa, é possível checar a cadeia de registros e acionar o SAC com a evidência.

“Quem participa do mercado de previsão e erra não perde num sentido dramático. É uma leitura que não se confirmou. O objetivo é incentivar hábitos saudáveis, não criar um esquema de enriquecimento rápido”, afirma Xavier.

A plataforma mantém o histórico de desafios para que o usuário possa recomeçar com dados reais, informação que vira vantagem para tentativas seguintes.

Assistente virtual e recursos extras

A DHM também oferece a Helena, nutricionista com IA disponível 24 horas, que responde dúvidas sobre alimentação, sugere substituições e orienta antes e depois do treino.

No plano pago, a assistente analisa fotos das refeições enviadas pelo usuário. A Mannah cuida da infraestrutura em blockchain e garante que cada desafio, check‑in e token fique registrado de forma transparente, o que, segundo Xavier, torna tudo escalável e confiável.

Além disso, o app envia alertas automatizados, oferece painéis de acompanhamento e análises comportamentais para personalizar desafios conforme o perfil do usuário. “Ao coletar dados de forma ética e segura, conseguimos usar tecnologia para entregar recomendações personalizadas. Não é só gamificação, é ciência aplicada ao dia a dia do usuário”, diz Villa.

“Mais do que ajudar a emagrecer, queremos mostrar que pequenas mudanças diárias podem transformar a saúde e o estilo de vida no longo prazo. Micro‑hábitos, tecnologia e comunidade tornam esse processo possível, recompensador e duradouro”, conclui Villa.

A plataforma oferece duas versões, mas não tem aplicativo próprio: o serviço opera inteiramente pelo WhatsApp e também está acessível via navegador no site da empresa. Batizada DHM, sigla de Daily Health Mission, a ferramenta mantém o mesmo nome da empresa argentina que a desenvolveu.



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