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Petróleo ultrapassa US$ 110 com dúvidas sobre o acordo EUA-Irã


Os preços do petróleo avançaram acima de US$ 110 por barril pela primeira vez em três semanas nesta terça-feira (28), à medida que crescem as preocupações de que os atrasos na reabertura completa do Estreito de Ormuz representem riscos cada vez maiores para o fornecimento global de petróleo.

Por volta das 12h45, o petróleo Brent para julho subia 2,6%, para US$ 104 o barril – no início do pregão, os contratos futuros para junho chegaram aos US$ 111 por barril.

Enquanto o WTI para junho, referência no mercado americano, era negociado a US$ 99 o barril, com alta acima de 3%.

“A escassez física está impulsionando os preços, e não as manchetes sobre a guerra”, escreveu Neil Wilson, estrategista do banco de investimentos Saxo, em uma nota. “Os investidores estão cada vez mais atentos ao que acontece na água (ou seja, nada) em vez de negociarem com base em questões diplomáticas”, acrescentou.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou na segunda-feira que dificilmente aceitaria a mais recente proposta do Irã para pôr fim ao conflito, disseram à CNN duas pessoas familiarizadas com o assunto. Teerã propôs um plano que reabriria o Estreito de Ormuz, deixando as questões sobre seu programa nuclear para negociações posteriores.

“O impasse e o fechamento do Estreito continuam sendo negativos para os preços do petróleo”, escreveu Mohit Kumar, economista-chefe para a Europa do banco de investimentos Jefferies, em uma nota. “Quanto mais tempo o Estreito permanecer fechado, maior será o impacto negativo na economia global”, acrescentou.

A preocupação dos investidores com o fato de os Estados Unidos e o Irã não estarem mais perto de chegar a um acordo está afetando os mercados de ações, com os principais índices operam em queda ou registrando altas tímidas.

“Os mercados têm se apegado a quaisquer sinais de negociações de paz, e a ausência delas está aumentando os temores de que não acontecerão”, escreveram analistas do Deutsche Bank em nota.

*Com informações da CNN Internacional 



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