Um grande navio petroleiro com bandeira chinesa cruzou com sucesso o Estreito de Ormuz e agora está no Golfo de Omã, dirigindo-se finalmente para a cidade insular chinesa de Zhoushan, segundo dados de rastreamento marítimo.
A travessia ocorre quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, visita a China, principal importador de petróleo iraniano.
A expectativa é que o presidente americano encoraje o líder chinês Xi Jinping a pressionar o Irã para reabrir a via navegável crítica para os mercados globais de energia.
O petroleiro carregado, chamado Yuan Hua Hu, é um dos vários navios ligados à China a transitar pelo estreito nos últimos dias antes da visita de Trump, segundo dados do fornecedor de inteligência marítima MarineTraffic.
Os dados da MarineTraffic mostram que o Yuan Hua Hu cruzou o estreito mais cedo nesta quarta-feira (13) usando a rota norte perto da ilha de Larak, que o serviço de análise marítima Lloyd’s List Intelligence já havia dito ser um ponto de controle usado pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã para controlar o acesso ao estreito.
O tráfego através da via navegável, uma importante rota de transporte de petróleo, desacelerou desde que começou a guerra com o Irã, com navios relutantes em arriscar um ataque ou uma apreensão em meio aos confrontos entre Teerã e Washington.
Essa é a terceira passagem conhecida de um petroleiro chinês pelo Estreito de Ormuz desde o início da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, com base nos dados de rastreamento de navios disponíveis.
Teerã parece ter consolidado seu controle sobre o Estreito de Ormuz nos últimos dias, fechando acordos com o Iraque e o Paquistão para o transporte de petróleo e gás natural liquefeito da região, segundo fontes com conhecimento do assunto.
Outros países estão explorando acordos semelhantes, disseram fontes, numa medida que poderia normalizar o controle de Teerã sobre a hidrovia de forma mais permanente.











