Representantes de diferentes cidades do Rio de Janeiro participam neste sábado (25) do Encontro Estadual de Paradas do Orgulho LGBTI+, realizado no centro da capital fluminense. A iniciativa busca fortalecer a articulação entre organizadores locais, ampliar a troca de experiências e discutir políticas públicas para a população LGBT+.
Além do caráter festivo, as Paradas enfrentam desafios estruturais e logísticos. Em Madureira, na zona norte carioca, a organização do evento precisa lidar com a rede de fios nos postes e com impactos causados pela chuva. Segundo a presidente e organizadora da Parada LGBT+ de Madureira, Rogéria Meneguel, essas dificuldades levaram a mudança do evento para o Parque de Madureira desde o ano passado.
De acordo com os organizadores, cada município enfrenta realidades diferentes, especialmente fora da capital. Por isso, o encontro também discute formas de apoio político, institucional e cultural entre cidades maiores e localidades com menor estrutura.
O presidente do Grupo Arco-Íris, Cláudio Nascimento, destacou que experiências bem-sucedidas podem servir de referência para outros territórios e contribuir para pautas comuns do movimento.
No interior, as demandas vão além da organização dos eventos. Em Arraial do Cabo, na Região dos Lagos, o coletivo Arraial Free relata dificuldades ligadas ao preconceito e à necessidade de ampliar políticas públicas. O grupo também aposta em parcerias com comerciantes locais e empresas para viabilizar a realização da Parada.
Pelo menos 35 municípios estão representados no encontro, retomado após dez anos. A programação inclui debates sobre estrutura institucional, voluntariado, patrocínio, sustentabilidade ambiental e agendas socioculturais.
Também está prevista a construção coletiva do calendário estadual das Paradas, com o objetivo de fortalecer a cooperação entre cidades e ampliar a visibilidade das mobilizações.
Algumas datas já foram confirmadas: Arraial do Cabo realizará sua Parada em 13 de setembro, enquanto Copacabana sediará o evento em 22 de novembro. Em Madureira, a previsão é de realização também em novembro, ainda sem data definida.
Ao final do encontro, os participantes devem consolidar 25 recomendações voltadas ao fortalecimento do movimento, à definição de prioridades políticas e à preparação de futuras reuniões entre os territórios.
Segundo os organizadores, mais de 500 cidades brasileiras já promovem Paradas LGBT+, e o estado do Rio de Janeiro se destaca pela quantidade de municípios mobilizados.
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