Uma publicação feita durante a madrugada deste domingo (2) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na rede Truth Social, deixou claro para Israel que não haverá ataques imediatos contra o Irã. Em vez disso, o presidente americano indicou que pretende realizar uma nova rodada de negociações para tentar alcançar um acordo duradouro.
E não é apenas em relação ao Irã que os Estados Unidos estão investindo na diplomacia.
Trump também retomou os esforços para avançar nas negociações sobre Gaza — o que inclui pressionar Israel a interromper os ataques ao território palestino.
A Faixa de Gaza continua sendo alvo de bombardeios israelenses, apesar de Trump ter anunciado, há três dias, um avanço nas negociações. Em um dos ataques mais recentes, uma família de três pessoas morreu em um bombardeio próximo à Cidade de Gaza durante a madrugada, informou à CNN o diretor de um hospital palestino.
O Hamas afirmou que continua comprometido com o desarmamento, conforme anunciado por Trump na semana passada, mas condiciona a entrega das armas ao fim dos ataques israelenses, entre outras exigências.
“As próximas horas serão um teste de seriedade, não de intenções”, disse um alto integrante do Hamas à CNN na noite de sábado.
Segundo o representante do grupo, a Casa Branca fez “movimentos significativos (…) nas últimas horas” para avançar na implementação do acordo de cessar-fogo firmado há quase dez meses.
Mohammed Dahlan, ex-líder da Autoridade Palestina em Gaza e atualmente exilado nos Emirados Árabes Unidos, escreveu no Facebook que Jared Kushner, genro de Trump, “está trabalhando com o lado israelense para interromper os ataques a Gaza”.
Embora a influência política de Dahlan seja contestada, ele é visto como alguém que manteve proximidade com diferentes governos dos Estados Unidos ao longo dos últimos anos.
A CNN procurou a Casa Branca e o Departamento de Estado americano para comentar as declarações.
Desde que Trump anunciou o compromisso do Hamas com o desarmamento, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não voltou a se manifestar publicamente sobre os desdobramentos em Gaza.
Já o ministro da Energia de Israel, Eli Cohen, afirmou que não existe nenhum acordo para interromper os ataques ao território palestino e defendeu que Israel — que já controla cerca de 70% da Faixa de Gaza — assuma o controle total da região, segundo informações da Reuters.











