O contrato mais líquido do ouro fechou em alta nesta quinta-feira (20) em uma sessão que seguiu pautada por desdobramentos da recompra de títulos pelo Tesouro americano e seus impactos para o mercado.
A trajetória de juros do Federal Reserve (Fed) e o status global de porto seguro do dólar são dois dos elementos mais relevantes para os preços do metal que podem ser afetados. Além disso, o avanço da dívida pública americana, que na quarta-feira (19) atingiu pela primeira vez os US$ 40 trilhões, é observado.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em alta de 0,57%, a US$ 4.571,4 por onça-troy. A prata para setembro avançou 3,46%, a US$ 68,105 por onça-troy.
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que a decisão de quarta-feira (19) de aumentar recompra de Treasuries não “tem nada a ver” com juros do Fed e que o governo terá um foco maior em consolidação fiscal. Bessent enfatizou que recompra de títulos não será inflacionária.
“Os EUA são estáveis, o dólar é estável. Única fonte de inflação nos EUA é energia, que será temporária”, acrescentou, alegando suposta queda nas expectativas inflacionárias no país. “Rendimentos dos Treasuries não estão representando fundamentos subjacentes do mercado”, acrescentou.
“O ouro tem potencial para ampliar seus ganhos caso o sentimento global de risco se deteriore e incentive fluxos de capital para ativos considerados portos seguros. Manter exposição ao ouro também proporciona à carteira uma proteção contra a inflação, a dívida pública em disparada e riscos geopolíticos”, aponta o Swissquote.
O Sucden Financial avalia que o movimento parece construtivo, mas, após uma alta diária tão acentuada ontem, o ouro agora precisa se manter acima de US$ 4.450 a onça para confirmar que se trata de algo além de uma recuperação impulsionada pelo fechamento de posições vendidas.
No campo da mineração, treze pessoas morreram e sete ficaram feridas após um desabamento em uma mina no sudoeste da Colômbia, informou um funcionário do governo local à AFP.
Já as esperanças de encontrar sobreviventes em uma mina de ouro que desabou na República Centro-Africana diminuíram dois dias após o desastre que matou mais de 100 pessoas e deixou outras soterradas sob os escombros.










