Wesley Moreno/Power Mix
Nova Mutum/MT
governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), decidiu agir e agir antes que o problema bata à porta.
O plano, anunciado nesta segunda-feira (13), é direto: criar guardas municipais em até 30 dos maiores municípios do estado, com estrutura bancada e organizada pelo governo estadual. A lógica é simples, ocupar espaços antes que sejam ocupados pelo crime organizado.
“Vamos vacinar o Estado contra isso”, disse Pivetta, em entrevista à rádio Verde FM, ao defender uma atuação preventiva, quase cirúrgica, para evitar que Mato Grosso repita cenários já conhecidos em outras regiões do país.
Não se trata de substituir a Polícia Militar ou a Polícia Civil. A proposta é complementar, ampliar presença, fechar brechas. Porque, como o próprio governador admite, aumentar efetivo sem estratégia é enxugar gelo.
O Estado, nesse caso, entra com tudo: concurso público, treinamento, armamento, viaturas. E mais, quer gente da própria cidade fardada. A aposta é no vínculo local como ferramenta de eficiência.
É nesse contexto que Nova Mutum/MT aparece como peça-chave e, talvez, como símbolo de uma mudança que pode sair do papel.
A cidade já conhece esse debate. Na Câmara, o vereador Maciel Sousa apresentou proposta para criação da Guarda Municipal. Do outro lado, o prefeito Leandro Félix sempre freou a ideia.
Com o Estado oferecendo estrutura e suporte financeiro, o que antes era custo político pode virar oportunidade administrativa. Nos bastidores, o clima já não é o mesmo — e a resistência, que antes parecia sólida, começa a dar sinais de desgaste.
Se sair do papel, a guarda municipal em Nova Mutum não será apenas mais uma corporação. Será, na prática, um recado: o poder público decidiu chegar antes.
E, em segurança pública, chegar antes costuma fazer toda a diferença.
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