Olívia, ex-jogador de basquete que atuou ao lado de Oscar Schmidt no Flamengo, prestou homenagem ao ídolo brasileiro que morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, após sofrer uma parada cardíaca.
Em entrevista à CNN Brasil, Olívia destacou a grandiosidade de Oscar e compartilhou memórias sobre sua convivência com o lendário atleta.
“Oscar pra mim é mais que um amigo, é um grande ídolo. Quando eu comecei a jogar basquetebol com 13 anos, foi simplesmente no mês que ele estava disputando o Pan-Americano em Indianápolis contra a equipe americana, onde eles se sagraram campeões”, relatou Olívia, que nunca imaginou que um dia jogaria ao lado de seu ídolo.
O ex-atleta recordou seu primeiro encontro com Oscar, quando tinha cerca de 17 para 18 anos, durante uma competição na Espanha. “Quando eu ouvi ele, fiquei paralisado, estático, e eu só lembro de ter dito para ele “prazer em conhecê-lo””, contou.
Anos depois, Olívia teve a oportunidade de jogar com Oscar no Flamengo e, posteriormente, na equipe Mackenzie Microcamp, em Barueri, onde Schmidt atuava também como presidente do clube.
Trabalho duro e exigências de Oscar
Um dos aspectos que mais marcou Olívia na convivência com Oscar foi sua obstinação e dedicação aos treinos.
“A gente fala que ele era o Mão Santa, mas de Mão Santa ele não tinha nada, ele tinha mão treinada”, afirmou Olívia, destacando que Oscar foi “o cara que mais treinou na face da Terra em termos de arremesso” e que exigia o mesmo comprometimento de seus companheiros.
Olívia compartilhou uma história que ilustra bem o perfeccionismo de Oscar. Quando jogavam juntos em Barueri, Oscar exigiu que Olívia chegasse uma hora antes de todos os treinos para aprimorar seu arremesso.
“Você precisa treinar mais seu arremesso. Se você não chegar uma hora antes que todo mundo, você vai ser multado por mim todo santo dia”, teria dito Oscar. “Agradeço todo dia ao Oscar por ele ter feito isso por mim, porque sim, com treinamento, fez com que eu melhorasse bastante”, reconheceu Olívia.
“Oscar não gostava de perder nem par ou ímpar”
O ex-jogador também destacou o espírito competitivo de Oscar, que não aceitava perder em nenhuma situação, nem mesmo em brincadeiras como “par ou ímpar”.
“Se você tirasse o par ou ímpar com ele, ele fazia você tirar de novo até ele ganhar, e quando ele ganhava, dizia “agora eu posso ir para casa, eu ganhei, agora eu estou tranquilo””, lembrou Olívia com carinho.
O legado de Oscar Schmidt vai muito além das quadras brasileiras. Como lembrou Olívia, o respeito conquistado por Oscar é mundial: “A prova disso é o respeito que ele tem, não só aqui no Brasil, como no mundo, hall da fama do mundo, hall da fama da NBA sem jogar na NBA”.
Para as novas gerações do basquete brasileiro, Olívia reforça que Oscar deve ser sempre visto como referência: “Nós sempre temos que olhar para o Oscar como o melhor jogador de basquetebol brasileiro que já existiu na vida”.
(Publicada por Luccas Oliveira)











