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O Grande Debate: Com derrota, governo deve ou não retaliar Alcolumbre?


O comentarista da CNN José Eduardo Cardozo e a ex-senadora e jornalista Ana Amélia Lemos debateram, na sexta-feira (1°), em O Grande Debate (de segunda a sexta-feira, às 23h), se, com a derrota, o governo deve ou não retaliar Alcolumbre?

Após a derrota na votação do Senado que rejeitou a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), o governo Lula avalia a possibilidade de demitir ocupantes de cargos de confiança ligados ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, apontado como figura central na articulação contrária à indicação. A medida seria uma resposta direta à derrota sofrida pelo Planalto.

Randolfo Rodrigues, líder do governo no Congresso, descartou publicamente qualquer ação retaliatória. “A gente não vai fazer do resultado de ontem, de qualquer resultado, uma caça às bruxas. Assim não se faz política e assim não se constrói democracia”, afirmou. Ele acrescentou que o governo aceita a decisão do Senado, lembrando que a atribuição de sabatinar e aprovar ou rejeitar indicações cabe à Casa.

Especialistas são contra a retaliação

O comentarista José Eduardo Cardozo avaliou que o governo não deve adotar uma postura retaliatória. Para ele, “governar é a arte de saber engolir sapos” e agir com impulsividade diante de uma derrota institucional pode aprofundar a crise em detrimento do próprio governo. “Quem declara a guerra, nesse contexto, é quem vai perder”, ponderou. Cardozo defendeu que o Planalto deve agir com calma e reconhecer que a institucionalidade foi respeitada, por mais dolorosa que seja a situação.

Ana Amélia Lemos compartilhou visão semelhante, ressaltando que a retaliação seria “a pior de todas as estratégias” e teria consequências negativas para a campanha eleitoral. Ela destacou ainda a relação pessoal entre Randolfo Rodrigues e Davi Alcolumbre, ambos do Amapá, como um fator que torna ainda mais improvável qualquer ofensiva direta. “Retaliar agora será o pior dos caminhos a ser tomado pelo governo”, afirmou.

Debate sobre nova indicação ao STF

Outro ponto central do debate foi a questão de se Lula deve ou não apresentar um novo nome ao STF antes das eleições. Cardozo se mostrou favorável a uma nova indicação, sugerindo inclusive que o governo poderia indicar uma mulher negra com qualificações indiscutíveis. “Se o Senado voltar a rejeitar, não ficará bem para o Senado”, argumentou, defendendo que o governo adote uma postura “ofensiva dentro daquilo que a Constituição autoriza”.

Ana Amélia Lemos reconheceu que ambas as opções — indicar ou não indicar — envolvem riscos políticos consideráveis. Ela ponderou que deixar o STF com uma vaga em aberto pode comprometer julgamentos relevantes para o país, mas que uma nova derrota no Senado também pesaria negativamente sobre o governo. “Esse é um cálculo que a sensibilidade e a experiência do presidente é que vão dizer”, concluiu.

Impacto eleitoral é considerado limitado

Sobre os possíveis reflexos eleitorais da influência de Alcolumbre no episódio, Cardozo avaliou que a derrota, embora amarga, dificilmente provocará uma migração de votos. “Lula não indicou um desqualificado, indicou uma pessoa qualificadíssima. E razões diversas fizeram com que o Senado rejeitasse”, disse, concluindo que não vislumbra consequências eleitorais diretas do episódio.

Ana Amélia Lemos concordou que o impacto eleitoral de Alcolumbre tende a ser regional, restrito ao Amapá e ao ambiente institucional do Senado. Ela alertou, no entanto, que a imagem do senador pode ser afetada caso ele venha a barrar eventuais pedidos de impeachment de ministros da Suprema Corte, num cenário em que o tema ganhou visibilidade crescente na sociedade brasileira.



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