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Nubank compra Porto Real para não perder o ‘bank’


O Nubank firmou um acordo hoje (20) para comprar o Banco Porto Real de Investimentos, instituição financeira fundada em 1992 na cidade de Porto Real, no Rio de Janeiro. A operação permitirá à maior fintech do país obter uma licença bancária completa e atender às exigências regulatórias do Banco Central. O valor da transação não foi divulgado e o negócio ainda depende de aprovação do Banco Central.

A aquisição é uma resposta direta à Resolução Conjunta nº 17, editada em novembro de 2025 pelo Banco Central e pelo Conselho Monetário Nacional. A norma proíbe que instituições sem autorização para operar como banco utilizem termos como “banco” ou “bank” em nomes, marcas ou comunicações públicas. O prazo de adequação é de até um ano. Em dezembro de 2025, o Nubank já havia informado ao mercado que buscaria a licença bancária até o fim de 2026 justamente para evitar qualquer alteração em sua identidade visual.

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O Porto Real é uma instituição especializada em operações de crédito no segmento de atacado. A presidência é ocupada por Luiz Eduardo Tarquínio Monteiro da Costa, com Elizabeth Tarquínio Monteiro da Costa como vice-presidente. Após a conclusão da compra, a licença bancária do Porto Real será incorporada ao portfólio regulatório do Nubank, que já conta com autorizações como Instituição de Pagamento (IP), Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento (Financeira) e Corretora de Títulos e Valores Mobiliários (CTVM). 

A fintech informou que a operação não exigirá aportes adicionais de capital ou liquidez e que não haverá qualquer impacto para os mais de 115 milhões de clientes no Brasil. O aplicativo, os produtos, os serviços, a marca e a denominação institucional permanecerão inalterados.



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