A NBA House 2026 vai prestar uma homenagem especial a Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete internacional e maior nome da modalidade no Brasil.
Integrante do Hall da Fama da NBA, do Hall da Fama da FIBA e do Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil, o eterno “Mão Santa” será celebrado durante a 10ª edição do evento no país, em um espaço dedicado a sua trajetória e ao legado que ajudou a construir para o basquete brasileiro.
Lenda do basquete brasileiro, o ex-jogador Oscar Schmidt morreu no dia 17 de abril, aos 68 anos. O ídolo eternizou a camisa 14 da Seleção Brasileira de Basquete.
O espaço de tributo reunirá memorabilia histórica, conteúdos audiovisuais e registros emblemáticos da carreira de um atleta que ajudou a moldar a cultura do basquete no país e inspirou gerações de fãs e jogadores.
Entre os itens em exibição estarão camisas usadas por Oscar Schmidt com a Seleção Brasileira em momentos marcantes, como os Jogos Pan-Americanos de Indianápolis, em 1987, e os Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992, além da camisa utilizada no NBA All-Star Celebrity Game, em New Orleans, em 2017, o blazer do Naismith Hall of Fame, uniformes de clubes brasileiros defendidos ao longo da carreira e objetos pessoais, como o tênis usado quando superou a marca histórica de pontuação em 2001.
A iniciativa reforça o compromisso da NBA em celebrar atletas que contribuíram para o crescimento da modalidade no Brasil e em aproximar passado, presente e futuro de uma comunidade de fãs cada vez mais conectada ao esporte.
Sobre a NBA House 2026
Com aproximadamente 6 mil metros quadrados de atrações interativas ligadas ao basquete e à cultura pop, a NBA House 2026 será realizada no Shopping Eldorado, em São Paulo, entre os dias 3 e 21 de junho. A edição deste ano marca os 10 anos do evento no Brasil e terá a maior estrutura já montada no local.
O evento contará com experiências imersivas para fãs de todas as idades, incluindo:
- Transmissões das Finais da NBA em noites de jogo
- Apresentações musicais ao vivo
- Loja oficial com produtos exclusivos
- Quadra externa de basquete com opções de alimentos e bebidas
- Participações especiais de celebridades e personalidades ligadas à NBA, além de mascotes, equipes de enterradas e grupos de dança.
“Mão santa”
Considerado um dos maiores atletas de basquete de todos os tempos, Oscar Schmidt teve uma carreira de glórias e feitos históricos, seja pela Seleção Brasileira ou pelos clubes por onde passou.
Mesmo sem ter atuado na poderosa NBA — teve a chance, mas abriu mão — Oscar conseguiu escrever seu nome no esporte. Foram pontos decisivos no basquete nacional, quando defendeu grandes equipes do país, além de ter deixado saudade na Europa, em especial no basquete italiano.
Ícone do esporte internacional, integrou o Hall da Fama da Fiba e, de forma inédita, também o Hall da Fama da NBA, mesmo sem nunca ter atuado na liga.
Reconhecido por sua genialidade e impacto global, foi eleito um dos 100 maiores jogadores de basquete de todos os tempos.
Carreira vitoriosa por clubes
Oscar Schmidt iniciou a vitoriosa carreira nos anos 1970, quando defendeu as cores do Palmeiras e do Sírio. No Verdão, conquistou títulos importantes, como o Paulista de 1974, com apenas 16 anos, e o Brasileiro de 1977.
No Sírio, Oscar fez parte do histórico time campeão mundial, em 1979, em um ginásio do Ibirapuera lotado. Além do Mão Santa, o time paulista era comandado por Cláudio Mortari e tinha nomes como Marcelo Vido e Marquinhos Abdalla.
Na década de 1980, Oscar atuou no basquete da Itália. Na época, a liga europeia era considerada uma das mais prestigiadas do mundo, e a lenda brasileira anotou 14 mil pontos.
Por lá, ele defendeu a JuveCaserta durante oito temporadas, fazendo mais de 200 jogos e conquistando uma Copa da Itália. Já no Pavia, foram três anos. Por conta da trajetória vitoriosa, Oscar teve camisas aposentadas nas duas equipes italianas.
Em 1984, o brasileiro foi draftado pelo New Jersey Nets, mas abriu mão de uma vaga na poderosa liga para continuar defendendo o Brasil. Na época, atletas da NBA não eram autorizados a defender suas seleções.
Em 1995, Oscar decidiu voltar ao basquete brasileiro e vestiu a camisa do Corinthians, tornando-se campeão brasileiro no ano seguinte.
No final da carreira, Oscar também defendeu outro time de massa. Pelo Flamengo, ele levantou dois estaduais e se tornou o maior cestinha da história do esporte ao superar a marca de 46.725 pontos do ex-NBA Kareem Abdul-Jabbar.
Oscar também já vestiu as camisas do América do Rio (1982), Fórum de Valladolid, na Espanha (entre 1993 e 1995), Banco Bandeirantes (1997 e 1998) e Mackenzie (1998 e 1999).
Era de ouro na Seleção com Oscar
Oscar Schmidt escreveu seu nome no basquete nacional cedo. Em 1977, ele foi eleito o melhor pivô do Sul-Americano Juvenil de 1977, conquistando uma vaga na Seleção principal logo depois.
A grande conquista da carreira do Mão Santa aconteceu no Pan de Indianápolis em 1987. Na decisão, o Brasil conquistou a medalha de ouro após uma virada espetacular, resultado que se tornou a primeira derrota em casa dos Estados Unidos na história.
Nas Olimpíadas, foram cinco participações. A primeira, em Moscou, ele fez 169 pontos e ajudou o Brasil a conquistar o quinto lugar. Quatro anos depois, em Los Angeles, voltou a marcar 169 pontos.
Na edição de 1988, em Seul, Oscar foi o cestinha da competição com 338 pontos. O Mão Santa ainda vestiu o verde e amarelo em Barcelona 1992 e Atlanta 1996.











