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Natação: Rússia e Belarus competirão com uniformes, bandeiras e hinos


A World Aquatics anunciou que atletas da Rússia e de Belarus poderão voltar a competir em eventos internacionais com uniformes, bandeiras e hinos nacionais. A decisão provocou forte reação do governo da Ucrânia.

Os atletas dos dois países estavam proibidos de participar de competições internacionais desde a Invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, iniciada em fevereiro daquele ano com apoio do território bielorrusso.

Durante os Jogos Olímpicos de Paris 2024, alguns competidores russos e bielorrussos foram autorizados a participar, mas apenas sob bandeira neutra, sem representar oficialmente seus países.

A federação informou que a liberação ocorrerá mediante critérios como aprovação em testes antidoping consecutivos e verificações de antecedentes. O próximo Mundial da modalidade será realizado em Budapeste, em 2027.

O presidente da entidade, Husain Al Musallam, afirmou que a decisão busca preservar o esporte como espaço de convivência pacífica.

“Ao longo dos últimos três anos, conseguimos manter os conflitos fora das competições. Queremos que as piscinas continuem sendo locais de união entre atletas de diferentes países”, disse.

A World Aquatics também confirmu a restituição dos direitos plenos de filiação de Rússia e Belarus.

O ministro dos Esportes russo, Mikhail Degtyarev, comemorou a decisão e afirmou que ela permitirá igualdade de condições para os atletas. Já Dmitry Mazepin, dirigente da federação local, indicou que o país pode voltar a pleitear a organização de eventos internacionais.

Em sentido oposto, autoridades ucranianas criticaram duramente a medida. O ministro da Juventude e Esportes, Matvii Bidnyi, afirmou que a decisão desrespeita a memória de atletas mortos desde o início da guerra.

“Essa decisão desvaloriza a memória de mais de 650 atletas ucranianos que nunca mais poderão competir por causa da agressão russa”, declarou.

A federação ucraniana de natação também classificou o retorno como inaceitável e informou que irá consultar organismos internacionais para definir possíveis respostas.

“Estamos falando de representantes de países que matam ucranianos diariamente e destroem cidades, hospitais e estruturas esportivas”, afirmou a entidade em comunicado.



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