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“Não vejo o Neymar focado”, diz Rivellino à CNN antes da Copa do Mundo


Às vésperas da primeira convocação de Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo de 2026, o ex-jogador Roberto Rivellino fez um alerta sobre o momento de Neymar e admitiu preocupação com a preparação da Seleção Brasileira. Em entrevista exclusiva à CNN Brasil, ao lado de Cafu e Cláudio Taffarel, o tricampeão mundial afirmou que ainda não vê o atacante totalmente comprometido com a disputa do torneio.

“Claro que existe uma pergunta que todo mundo faz: ‘E o Neymar?’. Porque ele realmente é diferenciado. Eu acredito que foi o último jogador diferenciado que apareceu”, afirmou Rivellino.

O ex-meia reconheceu a importância técnica do camisa 10, mas levantou dúvidas sobre a condição física e principalmente sobre o foco do jogador para disputar mais uma Copa do Mundo.

“Quem não gostaria de ver o Neymar bem fisicamente, em condição de jogar uma Copa do Mundo? Praticamente seria a última Copa dele. Mas eu não vejo o Neymar falando que está trabalhando, que quer ter o prazer de jogar de novo pela Seleção Brasileira”, disse.

Rivellino também comparou o atual cenário da Seleção com outras gerações campeãs do mundo e destacou que o Brasil chega ao Mundial sem uma equipe consolidada.

“Estamos há 20 e poucos dias para iniciar uma Copa do Mundo. Qual é esse time? Como vai jogar? O que vai acontecer? Isso me preocupa”, declarou.

Durante a conversa, o campeão de 1970 lembrou que até mesmo seleções históricas chegaram desacreditadas aos Mundiais. Segundo ele, o momento dentro da competição costuma pesar mais do que o favoritismo antes da bola rolar.

“Nós saímos daqui totalmente desacreditados em 70. Pegamos Inglaterra, atual campeã do mundo, Checoslováquia e Romênia. Ninguém acreditava no Brasil. E fomos campeões”, relembrou.

Cafu seguiu linha semelhante e destacou que a Copa do Mundo costuma transformar cenários rapidamente. O capitão do penta recordou as campanhas de 1994 e 2002, quando o Brasil também conviveu com desconfiança antes do título.

“O futebol não é uma ciência exata. Em 2002 classificamos no último jogo e saímos do Brasil como a 16ª seleção favorita. Depois fomos campeões”, afirmou.

Apesar das críticas e preocupações, Rivellino reforçou confiança no trabalho de Ancelotti e disse acreditar que o treinador saberá tomar a melhor decisão sobre Neymar.

“Tem uma pessoa competente lá. Muito competente. Se deve convocar o Neymar ou não, quem vai decidir é ele. E a gente tem que respeitar”, concluiu.



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