O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, afirmou nesta terça-feira (14) que Teerã não tem “nenhuma obrigação” em relação ao acordo de 14 pontos firmado com os EUA no mês passado.
“O cerne do memorando de entendimento de Islamabad dizia respeito ao fim da guerra — uma cessação imediata e permanente da guerra e, efetivamente, das operações militares contra a República Islâmica do Irã —, bem como em todas as outras frentes, incluindo o Líbano”, disse ele.
Gharibabadi se referia aos ataques israelenses contra o grupo militante Hezbollah, apoiado pelo Irã, no Líbano; tais ataques continuaram apesar da trégua acordada entre Israel e o Hezbollah como parte da estrutura de cessar-fogo envolvendo o Irã.
“Portanto, atualmente não há obrigações decorrentes do memorando de entendimento de Islamabad que permaneçam válidas e em vigor — nem para os Estados Unidos, nem para a República Islâmica do Irã”, declarou ele em entrevista à emissora estatal IRIB (Islamic Republic of Iran Broadcasting).
Gharibabadi afirmou ser “irracional e infundado” esperar que o Irã cumpra os compromissos assumidos no acordo, como a reabertura do Estreito de Ormuz para o tráfego marítimo.
O vice-ministro das Relações Exteriores disse que o Irã não iniciaria um pedido de negociações com os EUA, responsabilizando Washington pelo colapso do cessar-fogo.
“Se os Estados Unidos acreditam que, ao intensificar a pressão e as ações militares contra o Irã, podem forçar a República Islâmica a solicitar negociações, estão gravemente enganados”, afirmou.











