A mulher suspeita de gravar a tortura de animais e vender os vídeos em uma rede social está em liberdade. A informação foi confirmada pela defesa da mulher e pela SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo).
Daiana Schuinsekel de Almeida foi alvo de mandado de busca e apreensão em um endereço na Bela Vista, na região Central da capital, na manhã desta quinta-feira (28). A CNN Brasil apurou que ela havia sido presa após ser identificada por uma tatuagem e marcas nas pernas.
Conforme a apuração com fontes ligadas à investigação, no momento em que Daiana foi presa, ela teria confessado os crimes, mas afirmou se tratar de um conteúdo antigo. Questionada pelos policiais a respeito do local em que os animais estavam, a mulher afirmou que preferia ficar calada.
Ela foi levada à 3ª delegacia do DPPC (Delegacia de Crimes Contra o Meio Ambiente), responsável pela investigação, para prestar esclarecimentos.
A reportagem apurou que, na delegacia, os agentes não encontraram conteúdo que possibilitaria uma prisão em flagrante. Por isso, ela foi liberada. A SSP corrigiu a informação de que ela foi presa pela manhã e informou que ela foi apenas encaminhada para depor.
Daiana é investigada pelos crimes de maus-tratos, zoosadismo e comercialização de vídeos de violência.
A advogada de defesa de Daiana afirmou que ela nunca foi presa. “Ela está sendo investigada e foi prestar esclarecimentos”, disse a defesa, que confirmou que ela deixou a delegacia no final do dia.
Leia a nota na íntegra da SSP:
“A 3ª Delegacia de Crimes Contra o Meio Ambiente do DPPC apura todas as circunstâncias dos fatos. Na manhã desta quinta-feira (28), agentes da unidade policial realizaram diligências em um endereço na Bela Vista para o cumprimento de mandados de busca e apreensão contra uma mulher por crime de maus-tratos a animais. A suspeita foi levada à delegacia onde foi ouvida. Os objetos encontrados em sua residência foram apreendidos e encaminhados à perícia”.
Denúncia de maus-tratos
De acordo com as investigações, a denúncia foi feita por uma ONG da Bulgária, que denunciou que a mulher gravava torturas a coelhos e pintinhos. Os conteúdos eram vendidos no Discord (plataforma gratuita de comunicação digital) e em redes semelhantes por quantias entre 20 e 50 euros, segundo a polícia.
Na casa da mulher, foram localizados os sapatos supostamente utilizados para as sessões de tortura. As gravações mostram uma mulher que seria Daiane nua, enquanto pisa nos animais, geralmente filhotes, com saltos altos e tênis de plataformas. O conteúdo não será divulgado pela CNN Brasil.
Em nota, o Discord afirmou que mantém políticas rigorosas que proíbem o abuso de animais e outros conteúdos prejudiciais, por meio de sistemas robustos de fiscalização e moderação.











