Veja as principais notícias no MODO STORIES
Feriado de Nossa Senhora Aparecida terá calor de até 41°C e pancadas de chuva em Mato Grosso
China impõe sanções a ministros de Paraguai e Belize por laços com Taiwan
Ceuta: Espanha tira último acampamento de imigrantes antes de visita do rei
Casal é preso após ocorrência de violência doméstica no Jardim Petrópolis, em Nobres
Danilo, do Flamengo, é encaminhado ao hospital após choque no Fla-Flu
Homem é encontrado morto sentado em frente da própria casa em MT
Henrique Marques leva ouro, o 2º do Brasil em Grand Prix de taekwond
Passarela das Cataratas do Iguaçu é interditada após vazão de rio aumentar
NOVA MUTUM CLIMA

Morte de “El Mencho” gera quase uma guerra civil no México, diz Caneparo


A morte de Nemesio “El Mencho” Oseguera Cervantes, ex-líder do Cartel Jalisco Nova Geração, criou um perigoso vácuo de poder no México que pode resultar em uma escalada de violência semelhante a uma guerra civil, segundo Priscila Caneparo, doutora em Direito Internacional, em entrevista ao CNN Prime Time.

Segundo a especialista, o cartel funcionava de maneira estruturada e organizada sob a liderança de “El Mencho”, operando através de diversas “franquias” que possuíam poder autônomo, mas mantinham uma conexão umbilical com a administração central do grupo criminoso. “O que acontece nesse momento é que, basicamente, essas franquias estão em um vácuo de poder e cada qual está tentando angariar uma influência própria dentro da estrutura do narcotráfico mexicano“, explicou Caneparo.

A situação é agravada por dois fatores principais. O primeiro é justamente esse vácuo de poder gerado pela morte de “El Mencho”, que exercia um papel unificador entre as diferentes facções locais. O segundo fator é a insatisfação dos cartéis com o acordo de cooperação entre México e Estados Unidos para combater o narcotráfico, implementado recentemente pela presidente Claudia Sheinbaum.

Cooperação internacional e retroalimentação do tráfico

Priscila Caneparo ressaltou que a estrutura do narcotráfico na América Latina funciona em rede, o que torna impossível combatê-lo de forma isolada. “A cooperação com os Estados Unidos para combate do narcotráfico é indispensável, não por conta da falta de esforços do governo mexicano, mas porque existe uma retroalimentação”, afirmou a especialista.

Essa retroalimentação ocorre porque os cartéis mexicanos fornecem drogas para os Estados Unidos, enquanto estados americanos com leis mais permissivas quanto à venda de armas acabam sendo fonte de armamento para os criminosos. “Mais de 80% das armas que os cartéis mexicanos possuem vêm dos Estados Unidos”, destacou Caneparo.

A especialista também alertou que a guerra contra as drogas, na forma como tem sido conduzida, já está perdida, conforme apontado pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos. “Esse combate, só pelo combate, não basta. Talvez a gente tenha que pensar em políticas estatais e também em partilhas de saúde pública para promover a população e incentivar, porque essa população também não retroalimente o narcotráfico”, concluído.



Source link

Publicidade Publicidade Alerta Mutum News

Related Post

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Logo Alerta Mutum News