Veja as principais notícias no MODO STORIES
Mega-Sena 3018: sorteio desta terça (16) pode pagar R$ 16 milhões
Morre indígena que fazia doutorado em Paris e era inspiração para os povos originários
GHK-Cu injetável: especialistas alertam para riscos e falta de aval
Polícia Civil prende em flagrante autor de roubo contra idoso em Mirassol D’Oeste
WW Talks recebe comandante do Exército para discutir defesa no Brasil
Cuiabá inicia operação para fiscalizar balneários e clubes durante férias escolares
Creatina não reduz inflamação de forma significativa, conclui revisão científica
Justiça sem Fronteiras garante atendimento a morador em Santa Clara
NOVA MUTUM CLIMA
Publicidade Nova Mutum

Morre indígena que fazia doutorado em Paris e era inspiração para os povos originários




Mairu Hakuwi Kuady foi um dos primeiros estudantes Karajá a ingressar no ensino superior
Arquivo Pessoal/Mairu Kuady
O indígena Mairu Hakuwi Kuady Karajá morreu aos 30 anos de idade. Ele era doutorando em Direito e ativista em defesa dos povos originários e residia em Brasília (DF). Segundo a família, a causa da morte foi um infarto.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
Mairu era reconhecido pela trajetória acadêmica em defesa da produção de conhecimento a partir das perspectivas indígenas.
Natural da Terra Indígena São Domingos – Krehawã, no Mato Grosso, Mairu era graduado em Relações Internacionais pela Universidade Federal do Tocantins (UFT), mestre em Direito pela Universidade de Brasília (UnB) e fazia doutorado em Paris, na França. Para manter os estudos durante o ensino médio, ele chegou a limpar banheiros.
O Ministério dos Povos Indígenas lamentou a morte do intelectual indígena neste domingo (14) e destacou que ao longo de sua trajetória Mairu demonstrou que “a ocupação dos espaços acadêmicos e institucionais pode caminhar lado a lado com o fortalecimento das identidades, das línguas e dos conhecimentos ancestrais”.
📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp
Mairu trabalhava como diretor geral de operações da empresa Biofix Brasil. O pesquisador foi inspiração para a comunidade indígena e se tornou referência para jovens de diferentes etnias.
LEIA MAIS
Indígena que limpava banheiros para manter os estudos está fazendo doutorado em Paris
Saiba quem é a influenciadora do TO que recebeu elogio de Glória Pires com look de milho para a Copa
MEC determina revisão de mais de mil revalidações de diplomas de Medicina na Unirg por possíveis irregularidades
Estudante indígena é selecionado para programa de pós-graduação em Paris
Legado intelectual
Mairu atuou como pesquisador, membro do Observatório dos Direitos e Políticas Indigenistas (OBIND/UnB), coordenador territorial do projeto Ilha do Bananal+ e professor voluntário da língua Inyrybè, contribuindo para a preservação da língua e da cultura do povo Iny Karajá (assista o vídeo acima).
Em entrevista ao g1, em 2024, ele contou que se orgulhava de preservar os saberes dos povos originários no meio acadêmico.
“Me ver nesse lugar é algo muito especial para mim e inspirador para o meu povo”, comentou.
Mairu era convidado com frequência para compor mesas e dar palestras sobre a cultura dos povos indígenas e as organizações sociais. Ele relatou que limpava banheiros para pagar os estudos após ganhar uma bolsa parcial em uma escola particular de Goiás, ainda no segundo ano do ensino médio. “Limpava banheiros de segunda a sexta-feira, além de domingos e feriados”, disse.
Sua atuação contribuiu para ampliar a visibilidade das pautas indígenas e fortalecer o protagonismo dos povos originários na produção de conhecimento e na defesa de seus direitos.
“Eu sonho com um dia em que os jovens das nossas comunidades alcançarão os objetivos”, declarou Mairu.
Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.



Source link

Publicidade Publicidade Alerta Mutum News

Related Post

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Copa do Mundo 2026
Calculando...
Logo Alerta Mutum News