“Mas ela morreu mesmo, velho?”. A pergunta foi feita por Luciano Francisco de Moraes, de 35 anos, durante depoimento à Polícia Civil, ao ser informado de que a companheira, Regiane Alves Rodrigues da Silva, de 38 anos, havia morrido após ser esfaqueada dentro de uma mercearia no bairro Água Vermelha, em Várzea Grande, na noite de segunda-feira (19).
No interrogatório, o homem demonstrou surpresa com a notícia e tentou minimizar a gravidade do golpe. Ele afirmou que usou uma faca pequena e alegou que não tinha intenção de matar Regiane. O ataque, no entanto, atingiu a região do peito e terminou com a morte da mulher.
Ao explicar o que aconteceu antes da agressão, Luciano contou que mantinha um relacionamento com Regiane havia aproximadamente cinco anos. Segundo a versão apresentada por ele, os dois estavam juntos no estabelecimento quando começaram a discutir.
O suspeito afirmou que o desentendimento ocorreu porque eles queriam comprar produtos, mas não teriam dinheiro suficiente. Ele também atribuiu a discussão ao comportamento da companheira, dizendo que ela era “brava demais”.
Durante o relato, Luciano admitiu que pegou uma faca que estava sobre uma mesa do comércio e atingiu Regiane. “Não era para matar”, alegou. Em outro momento, descreveu o golpe como uma “picadinha”.
As imagens das câmeras de segurança mostram o casal dentro do estabelecimento. Regiane se aproxima do caixa e, na sequência, Luciano pega a faca e a atinge. A mulher cai no chão, enquanto ele deixa o local.
Regiane chegou a ser socorrida e encaminhada ao Pronto-Socorro de Várzea Grande, mas não resistiu aos ferimentos. O suspeito fugiu após o ataque e foi localizado pela Polícia Militar na região central do município.
O caso é investigado pela Polícia Civil como feminicídio. A versão apresentada pelo suspeito durante o depoimento será analisada no decorrer da investigação.










