Um mapa da CNN Brasil mostra a trajetória do cruzeiro MV Hondius em meio à crise envolvendo um surto de hantavírus que se espalhou ao longo de semanas no Oceano Atlântico, mobilizando autoridades sanitárias de diversos países.
A embarcação partiu de Ushuaia, no extremo sul da Argentina, no dia 1º de abril, e passou por diferentes ilhas e territórios remotos do Atlântico até seguir rumo às Ilhas Canárias, onde passageiros deverão desembarcar sob monitoramento das autoridades de saúde espanholas.
Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o surto já deixou três mortos e seis casos confirmados da cepa andina do hantavírus, considerada a única conhecida com potencial de transmissão limitada entre pessoas.
O mapa da viagem mostra a evolução da crise sanitária:
As autoridades internacionais agora trabalham para rastrear passageiros e tripulantes potencialmente expostos ao vírus. Ao todo, 147 pessoas estavam a bordo, 88 passageiros e 59 tripulantes, representando 23 nacionalidades diferentes.
A principal preocupação é que o hantavírus dos Andes tenha sido transmitido entre pessoas dentro do ambiente fechado do cruzeiro. Embora esse tipo de transmissão seja raro, especialistas alertam que ela pode ocorrer em contatos próximos e prolongados.
A OMS acredita que os primeiros infectados podem ter contraído o vírus ainda antes do embarque, durante atividades na Argentina, onde o hantavírus é considerado endêmico.
Atualmente, o MV Hondius segue rumo às Ilhas Canárias, onde deverá passar por desinfecção e investigação epidemiológica completa antes da liberação dos passageiros restantes.
O hantavírus é considerado raro, mas extremamente letal. Segundo o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças), cerca de 38% das pessoas que desenvolvem sintomas respiratórios graves podem morrer. Não há vacina nem tratamento específico para a doença.
(Com informações de Jen Christensen, da CNN)











