Veja as principais notícias no MODO STORIES
Candidatos a deputado estadual pelo União em MT; veja quem são
O que deu errado na execução de Christa Pike: é comum a injeção letal falhar nos EUA?
Defesa Civil do RS emite alerta vermelho para cheia nos rios Jacuí e Guaíba
Caminhoneiro abastece R$ 1,5 mil em diesel e deixa posto sem pagar em Nova Mutum/MT
Morre o piloto e youtuber Lito Sousa, aos 59 anos
Bancada do agro declara apoio a Flávio Bolsonaro na reta final do 1º turno
Fachin defende democracia e livre escolha dos eleitores
Eleições 2026: veja os candidatos a deputado estadual em MT — de K a Z
NOVA MUTUM CLIMA

Maioria dos brasileiros rejeita eutanásia e suicídio assistido, mas se divide sobre interromper tratamentos, diz Datafolha




Morte assistida: pesquisa mostra opinião dos brasileiros
Reprodução/Pexels
O Brasil é majoritariamente contrário à eutanásia e ao suicídio assistido, mas não há consenso quando a discussão passa para a interrupção de tratamentos que apenas prolongam a vida. É o que mostra uma pesquisa Datafolha, a primeira a investigar a opinião pública brasileira sobre morte assistida, divulgada neste sábado (15).
Segundo o levantamento, 56% dos entrevistados são contra a eutanásia, enquanto 39% são favoráveis. No caso do suicídio assistido, a rejeição é ainda maior: 60% são contrários e 35%, favoráveis.
Já quando a pergunta é se médicos deveriam poder interromper tratamentos que apenas prolongam artificialmente a vida de pacientes sem chance de cura, a população se divide: 48% dizem que sim e 48%, que não.
A pesquisa ouviu 2.050 pessoas em 137 municípios de todas as regiões do país nos dias 3 e 4 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Eutanásia e suicídio assistido têm diferenças
➡️A eutanásia ocorre quando um profissional aplica o medicamento que provoca a morte de um paciente, a pedido dele. No suicídio assistido, o próprio paciente toma a medicação.
Na pesquisa, 45% dos brasileiros se disseram totalmente contra a eutanásia e 11%, parcialmente contra. Do outro lado, 22% são totalmente favoráveis e 17%, parcialmente favoráveis. Outros 2% não se posicionaram e 3% não souberam responder.
Em relação ao suicídio assistido, 50% são totalmente contra e 10%, parcialmente contra. A favor, 22% disseram ser totalmente favoráveis e 13%, parcialmente favoráveis. Outros 2% não se posicionaram e 3% não souberam responder.
Brasileiro também se divide sobre o direito de decidir sobre a própria morte
O Datafolha apresentou ainda uma formulação mais ampla aos entrevistados: se cada pessoa deveria poder decidir sobre o fim da própria vida, incluindo o momento e a forma de morrer, mesmo que isso significasse antecipar a morte.
Nesse caso, 51% disseram que “não”, enquanto 46% deram resposta afirmativa. Outros 2% não souberam responder e1% não se posicionou.
Considerando a margem de erro, essa foi a diferença mais estreita registrada pela pesquisa entre grupos que se posicionaram de maneira oposta, desconsiderando a pergunta sobre interrupção de tratamentos, que terminou empatada.
Em outra questão, os entrevistados avaliaram se consideravam moralmente aceitável ou errado um médico ajudar um paciente terminal a morrer a pedido dele. Para 51%, a conduta é moralmente errada. Outros 42% a consideram aceitável, enquanto 4% disseram que depende da situação e 3% não souberam responder.
Idade e religião fazem diferença na opinião
A idade é o fator que mais separa as opiniões dos entrevistados. Na pergunta sobre a moralidade de um médico ajudar um paciente terminal a morrer, 63% dos jovens de 16 a 24 anos consideraram a prática moralmente aceitável.
O percentual cai progressivamente nas faixas etárias seguintes:
16 a 24 anos: 63%;
25 a 34 anos: 48%;
35 a 44 anos: 43%;
45 a 59 anos: 38%;
60 anos ou mais: 29%.
O mesmo padrão de queda conforme a idade aumenta aparece nas demais perguntas sobre morte assistida.
A religião também está associada às respostas. Entre as pessoas que não têm religião, 57% consideram moralmente aceitável que um médico ajude um paciente terminal a morrer. O percentual é de 41% entre católicos e de 34% entre evangélicos. Entre entrevistados de outras religiões, chega a 46%.
O que acontece hoje no Brasil?
A eutanásia não é legalizada no Brasil. A prática é enquadrada como homicídio pelo Código Penal. Já quem induz, instiga ou presta auxílio para que outra pessoa cometa suicídio pode responder pelo crime previsto no artigo 122 do Código Penal.
Em outros países, as regras são diferentes. Segundo o levantamento, 16 países permitem alguma forma de morte assistida, em parte ou na totalidade de seus territórios: Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Colômbia, Espanha, Equador, França, Estados Unidos, Holanda, Itália, Luxemburgo, Nova Zelândia, Portugal, Suíça e Uruguai. Cuba e Peru avançaram na discussão.
Na América Latina, Colômbia, Equador e Uruguai já permitem alguma modalidade. No Brasil, não há atualmente legislação aprovada que autorize a prática.
O levantamento do Datafolha não permite avaliar uma eventual mudança na opinião dos brasileiros ao longo do tempo, já que esta é a primeira pesquisa de opinião pública feita no país sobre o tema.
França aprova direito à morte assistida



Source link

Publicidade Publicidade Alerta Mutum News

Related Post

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Logo Alerta Mutum News