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Líder supremo do Irã diz que EUA não terão mais “refúgio seguro” no Golfo


As nações do Oriente Médio “não servirão mais de escudo para as bases americanas”, afirmou o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, nesta terça-feira (26).

Em um discurso escrito para marcar a temporada da peregrinação islâmica (Hajj), Khamenei falou sobre uma “nova ordem” que vem surgindo na região do Golfo e no mundo.

“Os Estados Unidos não apenas deixarão de ter um refúgio seguro para suas artimanhas e para o estabelecimento de bases militares na região, como também, a cada dia, se distanciam mais de seu antigo status”, declarou o líder supremo.

Na mensagem, ele também afirmou que Israel e seus líderes estavam “se aproximando dos estágios finais de sua existência miserável”.

Mais de 10 semanas após ser anunciado como o novo líder supremo do Irã, na sequência do assassinato de seu pai, Ali Khamenei, os iranianos ainda não viram nem ouviram Khamenei, embora ele tenha emitido diversas mensagens escritas.

A mensagem mais recente do aiatolá surge em meio às negociações entre os Estados Unidos e o Irã para chegar a um acordo sobre os termos de um possível tratado que vise o fim da guerra, iniciada no final de fevereiro.

Temporada de peregrinação

A peregrinação anual do Hajj começou na Arábia Saudita e é um dos cinco pilares do Islã.

A religião exige que todo muçulmano que tenha condições físicas e financeiras faça a viagem à cidade sagrada de Meca pelo menos uma vez na vida.

O Hajj deste ano ocorre em meio à guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, que envolveu várias nações do Golfo e desencadeou uma crise energética histórica.

Novos ataques

Militares dos Estados Unidos realizaram o que chamaram de “ataques de autodefesa”, na noite de segunda-feira (26), contra locais de lançamento de mísseis e embarcações iranianas ao redor do Estreito de Ormuz.

Veículos de comunicação estatais iranianos classificaram os ataques como uma violação do atual acordo de cessar-fogo. Forças de Teerã e Washington já haviam trocado tiros anteriormente durante o cessar-fogo.

Os recentes ataques dos EUA ocorreram enquanto o principal negociador do Irã e o ministro das Relações Exteriores estavam em Doha para conversas com o primeiro-ministro do Catar sobre um possível acordo com os EUA para encerrar a guerra que já dura três meses, disse um funcionário a par da visita.

Em uma publicação no Truth Social na segunda-feira (25), o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que as negociações com o Irã estavam indo “bem”, mas alertou para novos ataques caso fracassassem. “Só haverá um Grande Acordo para todos ou nenhum acordo”, escreveu ele.

Já o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou nesta terça-feira (26) que as negociações para um acordo com o Irã estão sendo paralisadas por divergências sobre a redação do documento.

“Vai levar alguns dias para as coisas se acalmarem… até mesmo as divergências sobre uma palavra, uma frase”, disse Rubio a repórteres em seu avião durante uma viagem à Índia, ecoando comentários anteriores de autoridades americanas. “Vamos ter que resolver isso.”

*com informações da Reuters



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