Oito prestadoras de telefonia móvel apresentaram propostas nesta quarta-feira (15) para o leilão de subfaixas de 700 MHz, que deve ocorrer no próximo dia 30 de abril.
Entre as proponentes estão: Amazônia Serviços Digitais, Brisanet, Claro, IEZ! Telecom, MHNet, Telefônica, Tim e Unifique, conforme divulgado pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).
O certame será dividido por blocos de frequência pelas regiões do país e tem com objetivo ampliar o sinal de celular para áreas rurais, estradas e regiões mais afastadas dos grandes centros.
Em entrevista à CNN na última segunda-feira (13), o ministro das Comunicações, Frederico Siqueira afirmou que a conexão à internet em rodovias irá aumentar 60% em até quatro anos.
Segundo ele, a expectativa do governo é de os investimentos sejam iniciados ainda neste ano e a conectividade aumente de forma “qualificada”, incluindo a chegada da internet em seis estradas federais.
Atualmente, dos 75 mil quilômetros de rodovias federais pavimentadas, cada operadora cobre individualmente não mais do que 24 mil quilômetros de extensão com internet — cerca de um terço do total, segundo o ministério.
“É uma faixa de frequência muito importante para aumentar a capilaridade do 5G, principalmente no interior do Brasil. E também serão contempladas as rodovias federais, a gente está falando de mais de seis mil quilômetros (…) e ainda as comunidades rurais que estão nas proximidades dessas rodovias”, afirmou Siqueira na entrevista.
O edital do leilão de 700 MHz inclui integralmente as BRs 101, 116, 135, 163, 242 e 364 — que juntas representam 26% da malha rodoviária federal. Esses locais, hoje invisíveis para as operadoras tradicionais, têm prioridade na nova licitação.
A BR-101 é uma das estradas mais movimentadas do país, com trechos como a Dutra (que liga São Paulo ao Rio de Janeiro) e o principal eixo rodoviário da região Nordeste.
Além disso, com o objetivo de ampliar a cobertura nas rodovias, está uma espécie de “roaming” — chamada tecnicamente de “itinerância” — entre as empresas de telefonia. Onde uma tem cobertura, não necessariamente a outra tem.
A migração dos atuais contratos de concessão das operadoras de telefonia para o regime de autorização, com flexibilidade de regras, também está prevista pelo ministério.
o processo deve gerar um saldo financeiro a favor do governo, que também deve ser usado na ampliação da cobertura de internet.

