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Lavouras de milho em Mato Grosso têm 100% da área colhida pelo Imea


Com o avanço das operações no campo e um clima mais estável, o estado consolida os números da temporada e caminha para um novo marco produtivo na economia regional.

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) confirmou nesta sexta-feira (21) a conclusão total da colheita da segunda safra de milho 2025/26, abrangendo a totalidade dos 7,43 milhões de hectares cultivados no estado. O ritmo das máquinas no campo surpreendeu positivamente, impulsionado por um período de estiagem pontual que garantiu eficiência operacional aos produtores mato-grossenses. Enquanto a colheita se encerra sem os atrasos vistos em ciclos anteriores, o setor produtivo volta as atenções para os números finais que devem redefinir os patamares da agropecuária nacional.

Como o clima garantiu o ritmo da colheita?

Diferente de temporadas passadas marcadas por excesso de umidade na reta final, o ciclo atual beneficiou-se de precipitações bem distribuídas no desenvolvimento vegetativo e de uma janela de chuvas escassas na fase de maturação. Esse comportamento permitiu que os agricultores removessem os grãos dos talhões com o máximo de aproveitamento e menor índice de umidade. A ausência de gargalos logísticos severos evitou perdas qualitativas, preservando o valor de mercado armazenado nas regiões ligadas ao Show Safra BR-163.

Qual foi o comportamento das lavouras por região?

Embora o cenário geral tenha sido de alta produtividade, o desenvolvimento das lavouras apresentou variações geográficas importantes em solo mato-grossense. Na região Sudeste, o atraso acumulado na retirada da soja empurrou o plantio do milho para fora da janela climática ideal, deixando as lavouras mais vulneráveis a curtos períodos de estiagem. Em contrapartida, polos agrícolas estratégicos como Lucas do Rio Verde, Sorriso e Sinop mantiveram plantas de alto teto produtivo, sustentando o otimismo econômico monitorado de perto pelo setor produtivo de Cuiabá.

O que esperar da consolidação dos dados?

Com o encerramento das atividades de campo, o departamento de análise de mercado do Imea iniciou a fase de cruzamento de dados para fechar o balanço oficial da temporada. A expectativa técnica é de que o volume final supere a estimativa preliminar de 57,39 milhões de toneladas divulgada nos boletins de agosto. Esse volume consolidado será detalhado no próximo relatório de Oferta e Demanda, servindo como termômetro para os contratos futuros e para o escoamento logístico que movimenta as rodovias do estado rumo aos portos de exportação.

Próximos passos e impactos esperados: Com a safra integralmente recolhida dos talhões, os produtores agora concentram esforços na comercialização estratégica dos lotes e na preparação do solo para o próximo ciclo de plantio. A confirmação dos volumes oficiais nos próximos relatórios econômicos trará maior previsibilidade para os mercados internos e externos, consolidando a posição estratégica do estado no abastecimento global de grãos.

DISPONÍVEL

Campo Novo do Parecis

45,30

1,12

Campos de Júlio

45,80

0,88

Ipiranga do Norte

43,10

-0,69

Lucas do Rio Verde

43,50

-1,36

Porto dos Gaúchos

43,50

0,69

Primavera do Leste

48,40

1,04

Tangará da Serra

42,70

-0,70

EXPORTAÇÃO JUL/2026

Campo Novo do Parecis

46,71

1,76

Campos de Júlio

44,35

1,87

Ipiranga do Norte

44,10

1,87

Lucas do Rio Verde

46,20

1,77

Porto dos Gaúchos

57,26

1,44

Primavera do Leste

50,37

1,64

Tangará da Serra

45,78

1,81

FRETE GRÃOS

Campo Novo do Parecis – Paranaguá

501,20

0,24

Campo Novo do Parecis – Porto Velho

270,83

-2,66

Campo Novo do Parecis – Rondonópolis

173,33

-2,35

Campo Novo do Parecis – Santos

509,00

0,30

Campo Verde – Alto Taquari

0,00

Campo Verde – Paranaguá

412,80

0,00

Campo Verde – Rio Verde

0,00

Campo Verde – Rondonópolis

92,50

0,00

Campo Verde – Santos

419,00

0,00

Canarana – Alto Araguaia

170,00

0,00

Canarana – Paranaguá

445,00

0,00

Canarana – Santos

457,50

0,00

Canarana – Uberlândia

285,00

0,00

Diamantino – Alto Taquari

0,00

Diamantino – Paranaguá

445,60

-0,98

Diamantino – Rondonópolis

142,64

-0,43

Diamantino – Santos

464,60

-2,50

Rondonópolis – Alto Taquari

0,00

Rondonópolis – Maringá

0,00

Rondonópolis – Paranaguá

375,22

-0,74

Rondonópolis – Santos

383,50

-0,65

Sapezal – Porto Velho

0,00

Sorriso – Alto Taquari

0,00

Sorriso – Cuiabá

121,00

0,83

Sorriso – Miritituba

0,00

Sorriso – Paranaguá

490,00

1,10

Sorriso – Rondonópolis

161,00

1,42

Sorriso – Santos

500,83

0,77

ÁREA 25/26

Centro-Sul

444.624,63

-3,72

Mato Grosso

7.434.288,03

0,57

Médio-Norte

2.670.700,88

1,62

PRODUÇÃO 25/26

Centro-Sul

3.401.187,55

-3,31

Mato Grosso

57.393.130,56

0,59

Médio-Norte

21.664.324,14

1,63

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