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Justiça mantém prisão de suspeito por morte de estudante de direito em SP


A Justiça de São Paulo manteve, nesta terça-feira (11), a prisão de Carlos Eduardo Barbosa Vieira, suspeito pelo feminicídio da ex-namorada Lívia Berthoud, de 23 anos. Segundo o órgão, o homem não foi apresentado em audiência de custódia por estar hospitalizado.

Estudante de Direito e estagiária do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) na Comarca de Taubaté, Lívia foi morta a tiros na manhã desta segunda-feira (10), em Pindamonhangaba, no interior do estado. O suspeito foi preso no mesmo dia.

A vítima foi encontrada caída na Rua São Sebastião, no bairro Vila Santa Teresinha. O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado e constatou a morte.

Segundo a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo), familiares e testemunhas apontaram o ex-namorado como autor do crime. O caso foi registrado como feminicídio na delegacia da cidade.

Prisão em flagrante

A polícia localizou o veículo utilizado por Carlos e, em seguida, o encontrou em seu apartamento, com ferimentos possivelmente provocados por disparos de arma de fogo. Ele foi levado para uma unidade médica, onde permaneceu hospitalizado sob escolta policial.

As equipes realizaram perícia na residência do suspeito e encontraram um revólver calibre .38, que foi apreendido. O local do crime também foi periciado.

Quem era a vítima

Lívia Berthoud, de 23 anos, era estudante de Direito na Unitau (Universidade de Taubaté) e trabalhava como estagiária do Tribunal de Justiça de São Paulo no Ofício das Execuções Criminais da Comarca de Taubaté desde abril de 2025.

Anteriormente, Lívia também havia atuado como estagiária na Funap, organização não governamental com sede na Colômbia, e no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Nas redes sociais, a faculdade lamentou a morte. Leia abaixo:

“A Universidade de Taubaté (UNITAU) manifesta profundo pesar pela morte precoce e brutal da aluna Lívia Berthoud, do 10º semestre do curso de Direito, vítima de feminicídio nesta segunda-feira (10), em Pindamonhangaba. A Universidade se solidariza com familiares, amigos, colegas e professores e repudia, de forma veemente, toda forma de violência.

O assassinato da Lívia ocorre no mesmo dia em que a UNITAU inicia a 46ª Semana Jurídica, que neste ano propõe o debate sobre os 20 anos da Lei Maria da Penha e o enfrentamento à violência contra a mulher. A temática também é objeto de estudo e de ações permanentes da Universidade, por meio do Observatório da Violência e do Grupo de Atendimento às Vítimas de Violência Sexual (GAVVIS), ativo desde 2004. A dolorosa coincidência reforça a urgência de uma discussão que ultrapassa os espaços acadêmicos e exige o compromisso de toda a sociedade.

A memória de Lívia estará presente nos debates desta semana.”

O corpo da jovem foi velado na noite desta segunda-feira (10), no Velório Sesolupi, em Pindamonhangaba.

Em nota, o TJ-SP afirmou que não irá se manifestar pois “o caso certamente passará pela Justiça”. A CNN Brasil tenta contato com a defesa de Carlos. O espaço segue aberto.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo



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