AMANDA PAIM
DA REDAÇÃO
A Justiça manteve preso Oseias de Freitas Lemos, apontado como um dos chefes da cobrança da “taxa de funcionamento” de comerciantes em nome de facção em Nova Mutum. A decisão é da juíza Ana Helena Alves Porcel Ronkoski, da 3ª Vara do Município.
Ele e mais quatro réus sendo eles T.N.S., N.Z.P.G., V.S.P.S., e C.R.P.N., respondem por associação para o tráfico e por 10 extorsões. Todos estão presos, T.N.S. em domiciliar com tornozeleira.
A denúncia foi recebida em 25 de agosto. Oseias pediu liberdade e a devolução de um HR-V apreendido. T.N.S. pediu para justificar saídas da tornozeleira.
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Para a juíza, a prisão continua necessária e há fato novo. A investigação mostra estrutura organizada para cadastrar lojas, fixar valores, cobrar e fiscalizar pagamentos, tudo por um grupo no WhatsApp chamado “COMÉRCIOS RH”, com planilhas, comprovantes e depoimentos de vítimas. Oseias seria o “Doutor” do esquema. A defesa diz que o número não é dele, mas a juíza afirmou que isso precisa de prova maior e não apaga os indícios.
Pesou contra ele o relatório do celular apreendido com ele. Mesmo em 2026, já depois da investigação, havia conversas atuais sobre cobrança, listas de comércios atualizadas em maio e junho, pagamento de boates e um caso no Bar e Boate Bahamas em que os “Disciplinas”, que cobram e punem em nome da facção, teriam sido acionados para fazer o comerciante pagar. Há ainda menção a lojista que seria resolvido na violência.
A juíza também citou risco de reiteração. Oseias já cumpre pena por tráfico e roubo e, quando foi preso nesta operação, foi flagrado com droga e munição, gerando nova denúncia. Para ela, tornozeleira ou comparecimento em juízo não seguram um esquema que funciona à distância pelo celular.
O pedido do carro não foi analisado nos mesmos autos e terá que ser feito em separado. Sobre T.N.S., a juíza aceitou a explicação de que o emprego no Supermercado União não deu certo e mandou a Central de Monitoramento enviar em 5 dias o histórico de onde ela esteve nos dias 23 de agosto, quando fez o ENCCEJA em Lucas do Rio Verde, e entre 28 e 30 de agosto, quando disse ter feito teste na Lanchonete Mutum, na Rodoviária. Só depois vai decidir se houve quebra da domiciliar.
O MP foi favorável à manutenção da prisão de Oseias. O processo aguarda a defesa de N.Z.P.G., V.S.P.S.
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