Uma aeronave, três veículos, imóveis e ativos financeiros foram alvos de medidas judiciais, nesta sexta-feira (24), durante a segunda fase da Operação Safra Desviada, que investiga um suposto esquema responsável por causar prejuízos estimados em R$ 28,7 milhões a produtores rurais e empresas do agronegócio de Mato Grosso.
Ao todo, são cumpridos dez mandados de busca e apreensão em Lucas do Rio Verde, Nova Ubiratã, Sinop e Tapurah, em Mato Grosso, além de Presidente Prudente e Álvares Machado, no interior de São Paulo.
As decisões também determinaram a quebra dos sigilos bancário e fiscal de dez pessoas físicas e jurídicas, o bloqueio de valores em contas e a indisponibilidade de propriedades pertencentes aos investigados.
Segundo o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), os suspeitos teriam utilizado empresas e mecanismos financeiros para obter vantagens ilícitas em operações ligadas ao setor algodoeiro.
A estrutura montada pelo grupo teria provocado prejuízos a produtores e companhias do segmento. Os investigados ainda são suspeitos de adotar estratégias para dificultar o avanço das apurações.
A operação conta com o apoio de unidades da Polícia Militar de Mato Grosso e de São Paulo. No território mato-grossense, participam equipes dos 11º, 12º e 13º batalhões, das Forças Táticas de Sinop, Sorriso e Nova Mutum e do 1º Pelotão de Tapurah.
Em São Paulo, as ordens judiciais são cumpridas com o suporte do 8º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep).
O Gaeco é uma força-tarefa permanente coordenada pelo Ministério Público de Mato Grosso e formada por integrantes das polícias Civil, Militar e Penal, além do Sistema Socioeducativo.











