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Japão recebe primeiro petroleiro do país que atravessou o Estreito de Ormuz


Mais de 12 semanas após o início da guerra com o Irã, o primeiro petroleiro japonês a transitar pelo Estreito de Ormuz durante o conflito chegou ao Japão, na segunda-feira (25).

O petroleiro Idemitsu Maru, com bandeira do Panamá, atracou em um cais próximo à cidade de Chita, em Honshu – a maior e mais populosa ilha do Japão – na segunda-feira, após ter atravessado com sucesso o Estreito de Ormuz em abril.

A chegada do navio ao Japão é uma “notícia agradável em termos de garantia de um fornecimento estável de energia”, disse o secretário-chefe do Gabinete, Minoru Kihara, em uma coletiva de imprensa na segunda-feira.

O Japão depende fortemente do petróleo do Golfo Pérsico e liberou uma quantidade histórica de suas vastas reservas estratégicas para emergências, a fim de amenizar o impacto da alta dos preços do petróleo nos últimos meses.

Ainda há 39 embarcações ligadas ao Japão retidas no golfo, incluindo uma com tripulantes japoneses a bordo, afirmou Kihara, acrescentando que o Japão está envidando todos os esforços diplomáticos para que suas embarcações possam atravessar o estreito.

O navio-tanque Idemitsu Maru, operado por uma subsidiária da grande refinaria Idemitsu Kosan Co., transportou dois milhões de barris de petróleo bruto para a província de Aichi, o centro industrial do país, que serão refinados em produtos petrolíferos, informou a emissora pública NHK, citando a empresa.

Novos ataques entre EUA e Irã

Militares dos Estados Unidos realizaram o que chamaram de “ataques de autodefesa”, na noite de segunda-feira (26), contra locais de lançamento de mísseis e embarcações iranianas ao redor do Estreito de Ormuz.

Veículos de comunicação estatais iranianos classificaram os ataques como uma violação do atual acordo de cessar-fogo. Forças de Teerã e Washington já haviam trocado tiros anteriormente durante o cessar-fogo.

Os recentes ataques dos EUA ocorreram enquanto o principal negociador do Irã e o ministro das Relações Exteriores estavam em Doha para conversas com o primeiro-ministro do Catar sobre um possível acordo com os EUA para encerrar a guerra que já dura três meses, disse um funcionário a par da visita.

Em uma publicação no Truth Social na segunda-feira (25), o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que as negociações com o Irã estavam indo “bem”, mas alertou para novos ataques caso fracassassem. “Só haverá um Grande Acordo para todos ou nenhum acordo”, escreveu ele.

Já o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou nesta terça-feira (26) que as negociações para um acordo com o Irã estão sendo paralisadas por divergências sobre a redação do documento.

“Vai levar alguns dias para as coisas se acalmarem… até mesmo as divergências sobre uma palavra, uma frase”, disse Rubio a repórteres em seu avião durante uma viagem à Índia, ecoando comentários anteriores de autoridades americanas. “Vamos ter que resolver isso.”

*com informações da Reuters



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