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Israel destrói última ponte sobre rio no sul do Líbano e isola comunidades


O Exército de Israel demoliu a última passagem sobre o rio Litani, que corta o Líbano, nesta quinta-feira (16), segundo a mídia estatal libanesa, isolando dezenas de milhares de moradores do sul do país de importantes vias de acesso à ajuda humanitária.

As forças israelenses lançaram “dois ataques aéreos consecutivos” contra a ponte Qasmiyeh, que liga a cidade costeira de Sidon à cidade de Tiro, no sul do país, “destruindo-a completamente”, informou a NNA (Agência Nacional de Notícias do Líbano).

“Antes desses ataques aéreos, um drone também realizou dois ataques separados perto da mesma ponte”, acrescentou a NNA.

Uma série de enormes explosões coloriu o horizonte perto da ponte nesta quinta-feira, como mostram as imagens do local após o ataque, enquanto densas nuvens de fumaça se espalhavam pelos pastos verdes.

O Exército israelense afirmou à CNN que suas forças “não tinham como alvo” a ponte, mas acrescentou que atacaram “em suas proximidades”.

Israel intensificou os ataques mortais no sul do Líbano nos últimos dias, mesmo com autoridades regionais pressionando por uma ligação direta entre os líderes israelenses e libaneses para pôr fim à violência.

Na quarta-feira (15), o chefe militar israelense, Eyal Zamir, ordenou às tropas que transformassem os bairros ao sul do rio Litani em uma “zona proibida para operativos do Hezbollah”.

Defensores dos direitos humanos têm alertado repetidamente que os ataques israelenses contra infraestrutura vital para civis que tentam acessar cuidados médicos, alimentos e ajuda humanitária no Líbano podem constituir crimes de guerra.

Entre 12 de março e 8 de abril, as forças israelenses “destruíram sistematicamente ou danificaram gravemente todas as principais pontes” que ligavam as áreas ao sul do rio Litani ao restante do Líbano, segundo a HRW (Human Rights Watch), tornando a ponte Qasmiyeh a “única travessia principal operacional restante” em 10 de abril.

“Esses ataques limitaram significativamente a capacidade dos civis de se deslocarem com segurança e a capacidade das instituições estatais, organizações humanitárias, hospitais e instalações de saúde de prestarem auxílio e fornecerem assistência médica”, acrescentou a HRW.



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