A seleção do Irã sofreu uma baixa importante às vésperas da Copa do Mundo. O atacante Ali Gholizadeh teve uma grave lesão no joelho enquanto atuava pelo Lech Poznań, da Polônia, e está fora da temporada.
Titular previsto pelo lado direito do ataque iraniano, Gholizadeh deixou o campo no último sábado, durante a partida contra o Motor Lublin. Exames confirmaram a ruptura do ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo.
Em comunicado oficial, o clube informou que o jogador passará por cirurgia nos próximos dias e enfrentará um longo período de recuperação, estimado em vários meses.
A preparação do Irã para o Mundial, no entanto, também tem sido impactada por fatores extracampo. Ainda há incerteza sobre a participação da equipe no torneio devido ao conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. Apesar disso, os jogadores que atuam no país seguem treinando em Teerã.
O campeonato nacional iraniano foi suspenso após o início dos ataques aéreos dos EUA e de Israel. Desde então, a seleção tem se limitado a treinos e jogos internos em um centro de treinamento.
Manifestações do elenco
Em meio ao cenário de tensão, jogadores também têm participado de manifestações noturnas pró-governo na Praça Valiasr, na capital.
O meio-campista Mohammad Mehdi Mohebi esteve presente em um desses atos na última quarta-feira e afirmou que, caso marque na Copa, dedicará o gol aos “mártires” do ataque com mísseis ocorrido em março contra uma escola feminina em Minab, que deixou 156 mortos, incluindo dezenas de crianças.
Retorno de Azmoun
Após a lesão de Gholizadeh, a torcida iraniana volta suas atenções para a possível reintegração do atacante Sardar Azmoun. Segundo a imprensa local, há negociações em andamento entre o jogador e as autoridades.
Azmoun, que soma 57 gols em 91 partidas pela seleção desde a estreia em 2014, ficou fora dos amistosos contra Costa Rica e Nigéria, em março. De acordo com relatos, o atleta de 31 anos foi afastado por “deslealdade” após publicar nas redes sociais uma foto ao lado de Mohammed bin Rashid Al Maktoum, líder de Dubai.
O atacante defende o Shabab Al-Ahli, equipe sediada no emirado que também foi alvo de ataques com mísseis e drones durante o conflito.
Na semana passada, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou durante congresso da entidade que o Irã disputará normalmente a Copa do Mundo, com os três jogos da fase de grupos programados para os Estados Unidos.
A seleção iraniana estreia no Grupo G contra a Nova Zelândia, no dia 15 de junho, em Los Angeles. Depois, enfrenta a Bélgica no mesmo estádio, em 21 de junho, e encerra a participação na fase de grupos diante do Egito, em Seattle, cinco dias depois.

