O Congresso da Fifa, realizado nesta quinta-feira (30) em Vancouver, começou com uma ausência que sintetiza o impasse diplomático envolvendo o Irã. Dois integrantes da delegação iraniana chegaram a ser autorizados a participar do encontro, mas optaram por não comparecer após um dos membros ter a entrada negada no Canadá, segundo fonte com conhecimento direto do caso ouvida pela Reuters.
A decisão manteve o país fora do principal fórum político da entidade. Na abertura do evento, no Vancouver Convention Centre, não havia sequer assentos reservados para o Irã, e apenas 210 das 211 associações filiadas foram registradas como presentes.
O desfecho amplia um episódio que já vinha se desenhando desde a chegada da delegação ao país. Conforme relatos divulgados pela agência Tasnim, dirigentes da federação iraniana afirmaram ter enfrentado tratamento inadequado por parte de autoridades de imigração no aeroporto de Toronto e decidiram retornar antes mesmo do início do Congresso, apesar de portarem vistos válidos.
Nos bastidores, a Fifa tentou intervir e enviou um representante para tentar destravar a situação ainda no Canadá, mas não houve avanço. A entidade também sinalizou a intenção de discutir o caso diretamente com dirigentes iranianos em sua sede.
A ausência ocorre em um momento sensível, a pouco mais de um ano da Copa do Mundo de 2026, que terá jogos justamente em Canadá, Estados Unidos e México. Classificado em campo, o Irã ainda enfrenta incertezas logísticas e políticas relacionadas à entrada de delegações e torcedores nos países-sede.
O caso também não é isolado. Integrantes iranianos já haviam ficado fora do Congresso da Confederação Asiática de Futebol, realizado dias antes, também em Vancouver, por entraves ligados a vistos.
Sem manifestação oficial das autoridades canadenses até o momento, o episódio acabou dominando os bastidores de um Congresso inicialmente voltado a questões operacionais e financeiras do Mundial.











