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Influenciadores são pagos nos EUA para falar mal da China


Influenciadores digitais dos Estados Unidos foram pagos para defender o mercado nacional de inteligência artificial (IA) e criticar rivais chineses. De acordo com uma reportagem da Wired, o caso envolve principalmente pessoas de renome na internet voltadas para conteúdos de lifestyle.

Segundo a matéria, várias contas publicaram nas últimas semanas postagens defendendo o setor de IA e argumentando que é preciso investir em empresas estadunidenses, seja para garantir mais empregos ou liderança em áreas como inovação. A ideia seria reforçar esse pensamento e aos poucos exercer pressão sobre investidores e governo para priorizar companhias locais.

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Em um segundo momento da campanha, publicações futuras desses mesmos perfis também passaram a espalhar mensagens expressando preocupações sobre a presença de IAs de origem chinesa no país, tidas como possível ameaça ao mercado e à segurança nacional.

Agências de marketing digital estão contatando influenciadores digitais do país com promessas de pagar até US$ 5 mil por vídeo no TikTok — escolhendo principalmente pessoas que não costumam abordar tecnologia e política entre os conteúdos diários. A ideia é reunir tanto perfis mais próximos com audiências progressistas quanto nomes que agradam o público conservador.

Qual o problema com a campanha?

O ato de contratar influenciadores como parte de um esforço para impulsionar investimentos em uma área não é ilegal ou irregular, mas há críticas sobre a falta de transparência sobre o projeto e até a origem desse financiamento.

  • A principal questão é a falta de informações públicas sobre quem o responsável por pagar os influenciadores: eles somente indicam que a postagem foi patrocinada, sem informar quem está investindo nesse tipo de conteúdo;
  • O grupo responsável pelo dinheiro é o Build American AI, uma iniciativa ligada a um comitê político independente que tem várias figuras do mercado como representantes;
  • Participantes incluem o presidente e cofundador da OpenAI, Greg Brockman; o cofundador da Palantir, Joe Lonsdale; a empresa de investimentos Andreessen Horowitz; e representantes da Perplexity;
  • Vários influenciadores confirmaram na reportagem que rejeitaram a contratação por estranharem o tom da mensagem, que pareceu uma “mensagem agressiva anti-China” e sem muitas informações das agências sobre os agentes financiadores. Porém, muitos outros foram atraídos pelas propostas financeiras generosas.

A atual disputa envolve não só a adoção de modelos de linguagem e chatbots, mas também de empresas de componentes. Os EUA acusam a China de roubar tecnologia de IA do país em ‘escala industrial’, enquanto o país asiático fortalece a indústria nacional de chips para depender cada vez menos de marcas como a Nvidia.

Qual o atual impacto da IA em termos de demissões no mercado de tecnologia? Entenda a relação entre esses elementos nesta matéria.



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